Governo reduz quantidade de grupos de trabalho

Desde que a ministra Dilma Rousseff assumiu a Casa Civil, em junho de 2005, o governo federal reduziu pela metade a criação de grupos de trabalho, os chamados GTs, prática introduzida por seu antecessor, José Dirceu. O instrumento acabou se transformando na solução para todos os problemas sem solução no momento em que eram debatidos.

Agência Estado |

Havia divergências entre dois ou mais ministérios? Criava-se um GT. Uma data a comemorar, como a do centenário da morte de Machado de Assis? Criava-se um grupo de trabalho e lhe dava prazo para resolver a questão.

Nos quase dois anos e meio em que esteve à frente da Casa Civil, Dirceu presidiu 67 GTs, alguns dos quais ganharam muita notoriedade, como o que mobilizou os Ministérios da Defesa, do Meio Ambiente, de Indústria e Comércio e do Trabalho para decidir como fazer o uso sustentável da “sardinella brasiliensis”, a chamada sardinha verdadeira.

Um GT criado durante a gestão de Dirceu, que sobreviveu por mais de quatro anos, conseguiu enfim terminar seu trabalho no fim de dezembro. Foi o que recebeu por incumbência encontrar soluções para a Bacia Hidrográfica do Rio Taquari, que fica no Pantanal e é um dos mais importantes afluentes do Rio Paraguai. Durante mais de 48 meses, especialistas de sete ministérios e da Agência Nacional de Águas (ANA) colheram soluções para o assoreamento do Taquari, que na época das cheias o faz sair do leito, invadir propriedades, expulsar agricultores e quebrar toda a safra das redondezas, além de matar o gado.

Esse GT concluiu, para evitar as constantes cheias, que será preciso recuperar todo o leito do Taquari. Para isso, faz-se necessária a conservação de solo e água; criação de sistemas sustentáveis de produção na região do médio e baixo Taquari; adequação de estradas vicinais; recuperação de pastagens degradadas; e contenção e estabilização de voçorocas. A Casa Civil evitou fazer críticas ao excesso de grupos de trabalho criados por Dirceu. De acordo com informações da assessoria do ministério, a redução deveu-se ao fato de que, ao assumir o governo, foi preciso criar os tais GTs, visto que “as coisas estavam muito bagunçadas” pelo governo anterior, de Fernando Henrique Cardoso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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