Governo reduz projeção de alta do PIB para 0,7% em 2009

Por Rodrigo Viga Gaier RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governo reduziu sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto em 2009 para 0,7 por cento, ante estimativa anterior de expansão de 2 por cento, mas não pretende promover, por ora, novos cortes nas despesas orçamentárias, afirmou nesta terça-feira o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

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A segunda redução de estimativa de crescimento do governo para o ano consta do relatório de ajuste orçamentário que será enviado ao Congresso Nacional na quarta-feira, afirmou o ministro.

"É muito pouco (crescimento para um país como o Brasil). Nós tínhamos que crescer 4 por cento. Mas, pelo jeito, vamos crescer 0,7 por cento", disse Bernardo a jornalistas após participar do XXI Fórum Nacional, promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae).

"Temos que trabalhar duramente para chegar ao segundo semestre com uma condição de crescimento mais forte e mais acelerada".

Questionado se a nova projeção para o PIB implicará numa redução das despesas orçamentárias para o ano, Bernardo negou.

"A receita já estava ajustada", afirmou à Reuters.

Segundo o ministro, as receitas do governo em 2009 ficarão cerca de 50 bilhões de reais abaixo dos 800 bilhões de reais previstos inicialmente pelo Executivo.

"O governo está apostando que, com o aumento da atividade econômica, vamos ter também uma recuperação da arrecadação", afirmou.

Em março, o governo promoveu um bloqueio de 21,6 bilhões de reais nas despesas orçamentárias para o ano, após reduzir para 2 por cento sua projeção de crescimento do PIB.

O parâmetro utilizado para a formulação do projeto da lei orçamentária, ainda em agosto de 2008, havia sido de um crescimento de 4,5 por cento. Diante do agravamento da crise global, o Congresso já havia revisto esse dado para 3,5 por cento.

A mais recente estimativa do governo para o crescimento segue bem acima das apostas do mercado, que apontam para uma retração de 0,49 por cento do PIB este ano, segundo a mediana da última sondagem feita pelo Banco Central junto a analistas e a instituições financeiras e de pesquisa.

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