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Governo monta palanque para Dilma ao anunciar desmatamento da Amazônia

O desmatamento registrado entre agosto de 2008 e julho de 2009 foi de 7 mil quilômetros quadrados (km²), o http://www.obt.inpe.br/prodes/prodes_1988_2008.htm target=_blankmenor índice da série histórica do Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), calculados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A série teve início em 1988.

Redação |

O menor índice registrado, até então, havia sido em 1991, quando o Inpe contabilizou 11,03 mil km² de desmate. A última taxa, do período 2007-2008, era de 12,9 mil km². 

A divulgação, que geralmente é feita no Ministério do Meio Ambiente, foi transformada, nesta quinta-feira, em um grande palanque para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata à Presidência, comandado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também estavam presentes o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc; os governadores de Mato Grosso, Blairo Maggi, que sempre foi alvo de críticas de grupos ambientalistas; do Amazonas, Eduardo Braga; do Pará, Ana Júlia Carepa; e de Rondônia, Ivo Cassol; além dos ministros da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende; e de Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

Oficialmente, o governo disse que a divulgação foi feita desta forma porque também foi apresentado o primeiro balanço do programa Arco Verde Terra Legal, que tem ações nos 43 municípios que mais desmatam.

Mas profissionais ligados a causas ecológicas não associam a ministra Dilma às lutas pela sustentabilidade e acreditam que, com isso, o governo quer angariar ganhos políticos.

Se os números fossem ruins, a Dilma não estaria ali. O compromisso dela é de estar lá quando o número for bom, disse o coordenador da Campanha da Amazônia do Greenpeace, Márcio Asprini. Para ele, "Dilma não é ambientalista, muito menos quando está no governo. Você vê que a Marina [Silva] saiu do governo por causa disso.

O pesquisador sênior do Instituto Imazon, Paulo Barreto, entende que o governo tenta acumular ganho político com isso. É tradição de governo: boa notícia dá para o que está em cima, e má notícia, para o subalterno.

iG

Discurso de Dilma

Figura de destaque no evento, Dilma disse que o porcentual foi obtido pelo modelo de desenvolvimento sustentável adotado, que não se limitou apenas à repressão. Em discurso de 15 minutos, Dilma tentou dar uma marca pessoal à política ambiental do governo e ofuscar o papel que a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva teve na área, no primeiro mandato do presidente Lula.

"Não podia ter só uma proposta de coerção, reprimindo o desmatamento", disse a ministra que, na condição de gerente das obras de infraestrutura do governo, teve divergências com Marina Silva. "Era também necessário garantir que o arco fosse considerado um arco verde, com uma exploração sustentável", disse, referindo-se a uma grande área que engloba 43 municípios do Pará, Mato Grosso e Rondônia, uma região que historicamente apresenta elevados índices de desmatamento.

Agência Estado
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O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata à Presidência, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva


A ministra, em nenhum momento de seu discurso, citou o problema do apagão, ocorrido na noite de terça-feira, e nem entrou em temas polêmicos, como obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na região amazônica. A ministra optou por falar de ações de registro civil, legalização de terras e curso de capacitação ao invés de falar de grandes obras de usinas hidrelétricas e melhorias de estradas.

Ao longo do discurso, no entanto, a ministra não abriu mão de planilhas e números, fazendo uma explanação técnica, que contraria recomendações dos marqueteiros que trabalham a sua imagem para a disputa presidencial de 2010.

A ministra até mesmo repetiu uma série de dados que já tinham sido apresentados pelo diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Gilberto Câmara, como a estimativa de queda do desmatamento de 12 mil quilômetros quadrados em 2007/2008 para sete mil quilômetros quadrados em 2008/2009.

Dilma encerrou seu discurso afirmando que o Brasil tem muito a apresentar, na Conferência das Mudanças Climáticas em Copenhague. "O País vem fazendo o seu dever de casa e temos o objetivo de chegar a uma redução de 80% no desmatamento", disse.

Eleições 2010

Com as eleições de 2010, a agenda ambiental vem ganhando holofotes e passou a pautar ações da Presidência da República. O governo quer ficar mais verde.

O objetivo, avaliam analistas e admitem fontes do próprio governo, seria dar à ministra Dilma mais credenciais para formular ações em favor do meio ambiente, sobretudo após a senadora Marina Silva (PV-AC) ter se transformado em virtual adversária.

Marina deixou as fileiras petistas em agosto e passou a figurar nas previsões eleitorais com a missão de incluir o tema de sua vida na agenda política do país.

Lula também trabalhou para que a ministra fosse em dezembro à Conferência do Clima, em Copenhague, como chefe da delegação brasileira. Dilma, agora, está debruçada em estudos sobre a área, abastecidos pelo Ministério do Meio Ambiente e Itamaraty.

O esforço do Planalto também guarda a intenção de ter o que mostrar à comunidade internacional durante o encontro na Dinamarca, no qual Marina Silva também é presença esperada. O Executivo discute metas ambiciosas para reduzir emissões de gases-estufa e Dilma tem sido uma das principais vozes do governo.

Nas palavras de uma fonte palaciana com acesso à pré-candidata, o combate às mudanças climáticas é tema para os próximos anos e, certamente, terá impacto na corrida presidencial de 2010.

"Com o surgimento da Marina Silva, tivemos de investir nessa agenda mais rapidamente", disse a fonte sob condição do anonimato.

(*com informações da Reuters e da Agência Estado)

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