Governo quer votar reforma tributária mesmo sem acordo

O líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana, informou hoje que a base aliada está decidida a votar o projeto de reforma tributária, que está parado na pauta de votações da Casa. Segundo Fontana, que participou da reunião de hoje do ministro da Fazenda, Guido Mantega, com líderes da base aliada na Câmara, o tema começará a ser discutido em plenário na próxima semana e pode ser votado em duas ou três semanas, mesmo que não seja fechado um acordo com a oposição.

Agência Estado |

A ideia dos governistas, segundo o líder, é que a matéria seja apreciada antes do recesso parlamentar, que se inicia em 17 de julho.

"A reforma tributária é importante para a economia, pois simplifica o sistema de impostos, acaba com a guerra fiscal e desonera os investimentos", disse Fontana, argumentando que a crise não é motivo para não se votar a matéria. "Em momentos de crise, pelo contrário, é preciso ter mais capacidade de trabalho. Em momento de crise, não podemos paralisar o País", afirmou.

O líder ressaltou que o governo vai procurar os partidos de oposição e retomar conversas com os governadores para viabilizar um consenso maior a favor da reforma. O parlamentar destacou que os governadores terão garantia de que não perderão receitas por conta do Fundo de Equalização de Receitas definido no texto da reforma. Fontana afirmou que, mesmo que não seja fechado acordo com a oposição, o governo votará a matéria. Ele destacou ainda que o governo não quer que o projeto seja votado de forma fatiada. "Não vamos retaliar a reforma", disse.

O deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), que também participou da reunião de Mantega com os líderes, disse que o PMDB está unido em favor da reforma. Ele ressaltou que o partido tem o maior número de deputados, senadores, governadores e prefeitos e, por isso, o apoio da legenda será decisivo.

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