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Governo quer votar MP s durante São João; oposição se mostra indignada

BRASÍLIA - Apesar das festas juninas, que tiram de Brasília quase toda a bancada nordestina, o governo tentará propor um acordo para a oposição. A idéia é votar as medidas provisórias que trancam a pauta da Câmara. Além de uma MP, na próxima semana outras cinco passam a interromper os trabalhos. Limpando a pauta, a base governista espera votar a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS) antes do recesso, marcado para 18 de julho.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

"É um período complicado, devido às festas e convenções partidárias, mas tentaremos limpar a pauta fazendo um acordo de votação com a oposição", disse o líder do PMDB na Câmara, Henrique Alves (RN).

Apesar da disposição governista, a oposição não quer dar o braço a torcer e se diz revoltada com os resultados dos últimos acordos. Para o líder tucano na Câmara, deputado José Aníbal (SP), os integrantes de seu partido estão indignados com "a falta de decência do presidente Lula".

Aníbal argumenta que após um grande esforço e acordo entre os líderes da Câmara, a pauta foi destrancada e os deputados aprovaram um pacote que alterou o Código de Processo Penal e instituiu a guarda compartilhada.

"E quando o Lula sancionou os dois fez festa, montou palanque, produziu até camisetas e não falou uma palavra ao parlamento. Fica para a opinião pública que o Lula é autor de tudo, isso está causando uma indignação nos companheiros [do PSDB]", disse.

Em tal cenário, Aníbal disse ser muito difícil o fechamento de um acordo para as votações. Assim, seu partido deve manter a obstrução que vem fazendo à CSS nas medidas provisórias, o que deve impedir a votação da CSS no primeiro semestre.

O líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), admitiu que a oposição vai continuar com a obstrução cerrada no plenário. Ele destacou a desmobilização natural da base no período das festas juninas.

"A oposição também não estará mobilizada, mas vamos estar em Brasília impedindo as votações, para quanto mais perto das eleições nós levarmos a CSS melhor para conseguirmos derrubá-la", disse.

A votação da CSS depende de um único destaque, que só poderá entrar em votação após a apreciação das medidas provisórias. Se for aprovada na Câmara, a matéria vai para o Sendo, que tem de referendar a votação antes da sanção presidencial.

Se aprovada, a CSS terá alíquota de 0,1% sobre as movimentações financeiras e será cobrada a partir de 2009. Aposentados, pensionistas e trabalhadores com carteira assinada que recebam até R$ 3.038 ficam isentos da cobrança.

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