Governo quer relatoria e presidência da CPI da Petrobras

O governo vai insistir na indicação do presidente e do relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, diante de alertas sobre possíveis reflexos nos investimentos da maior estatal do País. Em conversa com o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem estar preocupado com a imagem da companhia no momento em que foram descobertas gigantescas reservas de pré-sal e afirmou que não deixará a CPI virar pirotecnia na antessala de um ano eleitoral.

Agência Estado |

Coube ao ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, dar o tom dos planos do governo para enfrentar a CPI, após o encontro entre Lula e Renan. "É só cumprir o regimento", disse Múcio. "Cabe à maioria, através do voto, escolher os membros da comissão. Foi assim em todos os governos passados. O modelo que eu vi no Senado nestes anos todos é que a maioria sempre escolhia a presidência e a relatoria."

Além de se reunir com Renan, Lula discutiu as estratégias para enfrentar a CPI em outro encontro, com o presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli; a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff; o presidente da BR Distribuidora, José Eduardo Dutra; e o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage. O governo teme que a oposição use a CPI como palanque para desgastar a pré-candidatura de Dilma à Presidência em 2010.

Apesar de o prazo final para a indicação dos 11 titulares e 7 suplentes da CPI terminar hoje, setores da base aliada - principalmente do PMDB - pretendem convencer o Palácio do Planalto a aceitar a divisão do comando entre governistas e oposicionistas. A posição, defendida por Renan, é conflitante com a de Múcio e senadores do PT. O governo e os petistas querem que a CPI da Petrobrás seja dirigida apenas por senadores da base aliada.

"O governo não quer que a CPI crie problemas e embaraços para os investimentos da Petrobrás", insistiu Múcio. "Esta é uma CPI importante, talvez a maior neste um ano e meio de governo que resta, por se tratar de uma das maiores empresas do Brasil." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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