Governo quer que indústria reduza gordura, açúcar e sal dos alimentos

O Ministério da Saúde criou na terça-feira um fórum de debates com os representantes do governo e da indústria de alimentos para definir alternativas para a redução dos teores de gordura trans, sal e açúcar dos alimentos industrializados, segundo informações do ministério. Segundo pesquisa da pasta, até 260 mil mortes poderiam ser evitadas todos os anos com uma alimentação adequada da população.

Agência Estado |

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está avaliando o perfil nutricional de 23 tipos de alimentos industrializados, como embutidos, laticínios, salgadinhos prontos, biscoitos, bebidas, farinhas e refeições prontas. E o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) vai analisar 40 amostras de cada alimento selecionado para saber qual a quantidade de açúcar, gorduras saturadas e trans, sódio, ácido fólico e ferro.

O ministro José Gomes Temporão quer que os alimentos oferecidos à população brasileira sejam de qualidade e não coloquem em risco a saúde. "Mas, para isso, é preciso pactuar com a indústria como isso será possível”, disse Temporão.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), Edmund Klotz, disse que a Abia já convencionou com a Organização Pan-Americana da Saúde que irá substituir a gordura trans dos produtos por outros ingredientes. Por outro lado, não podemos deixar de produzir (esses alimentos) de uma hora para outra. Temos que procurar as alternativas para não deixarmos faltar produtos“, destacou Klotz.

Riscos

O alto teor de açúcar, sal e gordura dos alimentos é uma das causas do sobrepeso, que atinge cerca de 40% da população brasileira, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNSA), divulgada no início deste mês, 6,6% das crianças com menos de cinco anos têm excesso de peso. A obesidade causa uma série de doenças, entre as que mais matam no Brasil, como problemas no coração, diabetes, câncer de intestino, artrite, além de atacar outros órgãos como pulmão e vesícula.

AE

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