Governo quer incentivar venda de equipamentos militares

A exportação de um lote de 100 sofisticados mísseis anti-radiação da Mectron Engenharia, no município paulista de São José dos Campos, para a Força Aérea do Paquistão vale R$ 255 milhões. Em euros, conforme o contrato fechado há oito meses, no dia 23 de abril, são 85 milhões.

Agência Estado |

O pacote inclui o suporte técnico, documentação e treinamento de pessoal. Segundo o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a operação seguiu o procedimento que o Plano de Defesa pretende para facilitar a venda internacional de equipamentos militares brasileiros. O programa será apresentado na próxima semana, em Brasília.

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou a concessão de garantias da União. Jobim revelou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem participação na Mectron, “criada por cinco engenheiros formados pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica, o ITA”. A empresa não comenta o assunto. A Mectron produz o míssil Piranha, ar-ar de curto alcance, e desenvolveu um avançado software de logística. Também está desenvolvendo mísseis terra-ar. É a corporação privada parceira da Denel Aerospace, da África do Sul, no programa binacional de produção de um novo míssil de combate aéreo, o Darter.

A linha de montagem da companhia tem capacidade para fabricar um míssil completo a cada 30 dias. Com os recursos da venda para o Paquistão a cadência vai chegar a cinco unidades. “E a pesquisa será acelerada na mesma proporção”, afirma o ministro Jobim. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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