Governo quer hospitais cuidando da esterilização

O governo federal quer que os hospitais passem a ser responsáveis por todo o processo de limpeza de materiais cirúrgicos, inclusive a esterilização, que deverá ser feita dentro de uma central específica para o procedimento e por profissionais habilitados. Hoje, em algumas unidades, a esterilização é feita por médicos, dentro da sala cirúrgica, sem um mínimo de cuidados ou muitas vezes o profissional traz os equipamentos próprios supostamente limpos de um outro serviço de saúde.

Agência Estado |

A única exceção permitida serão os casos em que a central terceirizar os serviços para empresas autorizadas.

As normas fazem parte de consulta pública lançada ontem pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre novas normas para combater infecções por micobactérias, doença que gera nódulos e feridas de difícil cicatrização e que já causou 2.122 casos no País desde 2000. A agência propôs ainda o monitoramento de pelo menos 90 dias dos pacientes submetidos a cirurgias plásticas, retirada de vesícula e laparoscopia, entre outros, medida antecipada pelo Estado no último dia 12. A proposta poderá receber sugestões durante 30 dias.

Também já está em consulta a suspensão da esterilização dos equipamentos por produtos líquidos e químicos, como o glutaraldeído. Não há confirmação de que esse método consiga eliminar a micobactéria. A idéia é admitir outros processos “padrão-ouro”, como a autoclave (esterilização por calor), afirma Borba. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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