Governo quer evitar CPI da Petrobras com presença de Gabrielli

BRASÍLIA, 14 de maio (Reuters) - A base aliada do governo propôs convocar o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, com o objetivo de evitar a instalação de uma CPI para investigar supostos procedimentos irregulares da empresa com o pagamento de tributos. Gabrielli terá de explicar ao Senado se a estatal praticou manobras contábeis para pagar menos imposto, como foi denunciado pela imprensa.

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O Democratas já concordou com a sugestão, mas líderes aliados ainda buscam a anuência do PSDB.

"Não há nenhum compromisso de não instalar a CPI. Não vamos envenenar o assunto, o assunto exige cautela, queremos esclarecê-lo", disse a jornalistas o líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN), nesta quinta-feira.

A Presidência da República considera inoportuna uma investigação política por considerar que ela contamina a atividade parlamentar e a votação de projetos de interesse do Executivo, além de transmitir sinais negativos para o mercado financeiro em relação à Petrobras.

"Temos que defender nossas empresas diante da crise internacional", afirmou o senador Aloizio Mercadante (SP), líder do PT.

Os partidos aliados esperam que a presença do presidente da Petrobras no Senado, ainda sem data, esgote o interesse da oposição em uma CPI.

Quatro senadores do PMDB, maior aliado do governo, assinaram o requerimento para a instalação da CPI. "Isso contaminará a economia", afirmou o líder do partido, Renan Calheiros (AL).

Gabrielli seria recebido em uma audiência pública conjunta das comissões de Assuntos Econômicos, de Constituição e Justiça e Infraestrutura. O encontro seria a princípio realizado no plenário do Senado.

O pedido de CPI foi protocolado na quarta-feira com 33 assinaturas, acima das 27 necessárias.

(Reportagem de Natuza Nery e Fernando Exman)

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