Governo prevê redução de 72% do desmatamento até 2017

BRASÍLIA - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, informou nesta segunda-feira que o governo prevê a redução de 72% da taxa de desmatamento no País, até 2017. Esta ação faz parte do plano nacional elaborado pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC), apresentado nesta tarde no Palácio do Planalto.

Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias |

Acordo Ortográfico De acordo com o Plano, entre 2006 e 2009, o objetivo é reduzir o desmatamento em 40%, algo em torno de 7600 km quadrados, em comparação aos dez anos de vigência do Fundo Amazônia, quando 19 mil km quadrados foram desmatados,  entre 1996 e 2005. De 2010 a 2013, a meta de redução é de 30% em relação ao quadriênio anterior.

Segundo o ministro, o êxito dessas reduções dependerá necessariamente de recursos nacionais e internacionais, novos e adicionais, incluindo os captados pelo Fundo da Amazônia, em níveis correspondentes à dimensão do problema. Nós esperamos arrecadar cerca de US$ 1 bilhão por ano com o Fundo Amazônia, afirmou o ministro Minc.

Minc ressaltou ainda que é preciso haver maior participação da sociedade para que as metas sejam alcançadas com eficiência. É preciso participação do cidadão. Ele pode, por exemplo, trocar os chuveiros elétricos por placas solares, utilizar automóveis que consumam menos, aumentar o nível de reciclagem. O governo vai fazer a sua parte, sobretudo, na redução e no desperdício de energia, completou.

Medidas

O plano prevê ainda eliminar a perda líquida da área de cobertura florestal no Brasil, até 2015. De acordo com o ministro, o objetivo desta meta é dobrar a área de florestas plantadas de 5,5 milhões de hectares para 11 milhões de hectares em 2020, sendo dois milhões de hectares com espécies nativas.

Outra medida estabelece a implementação de uma Política Nacional de Eficiência Energética que representará a redução no consumo de energia elétrica da ordem de 10% no ano de 2030, o que evitará a emissão de 30 toneladas de CO2.

O governo pretende também estimular um aumento médio anual de etanol em 11% nos próximos anos no setor de transportes. No caso do biodiesel, o governo anunciou a obrigatoriedade de adição de 5% deste biocombustível ao diesel, o que poderá aumentar em 60% sua participação em relação ao atual nível de consumo da matriz de transportes brasileira.

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