Governo pretende vacinar 70 milhões em campanha contra rubéola

O governo federal lança em 9 de agosto a campanha de vacinação contra a rubéola voltada para homens e mulheres com idades entre 20 e 39 anos. Os adolescentes de 12 a 19 anos também deverão ser vacinados nos Estados do Rio Grande do Norte, Maranhão, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso.

Agência Estado |

O Ministério da Saúde pretende vacinar 70 milhões de brasileiros, independente de já terem tomado a vacina ou de terem tido a doença.

Esta será a maior campanha de vacinação já realizada no mundo, segundo informações da Agência Brasil. A ação está prevista no compromisso firmado pelos países das Américas durante a 44ª Reunião do Conselho Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) de eliminar até 2010 a rubéola e a síndrome da rubéola congênita. Para esta campanha, os investimentos são de aproximadamente R$ 200 milhões.

Em 2007, a doença foi registrada em 20 Estados e, em 70% dos casos, atingiu a população masculina. Os principais sintomas da doença são febre baixa, manchas na pele, dor de cabeça e dores pelo corpo. “O objetivo da campanha é erradicar a rubéola. Embora seja uma doença benigna, pode causar a síndrome da rubéola congênita, provocando, nos recém-nascidos, doenças graves como: lesões cardíacas, cegueira, surdez e retardo mental”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, durante encontro realizado na sexta-feira no Recife.

As despesas com crianças que nascem com a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) podem somar US$ 200 mil ao longo da vida. Ainda de acordo com estimativas do Ministério da Saúde, cada R$ 1 investido em campanhas de vacinação contra a doença pode significar uma economia de R$ 12 em tratamento dos casos de SRC.

Nos 40 países do continente americano que promoveram campanhas de vacinação, o número de casos confirmados de rubéola caiu 98%, entre 1998 e 2006. No ano passado, o Brasil viveu um surto da doença, registrando mais de 8.500 casos de rubéola. Os Estados que registraram maior número de pessoas infectadas foram o Rio Grande do Sul (2.668), São Paulo (2.668) e Rio de Janeiro (1.500).

AE

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