Governo pode usar TCU como barganha no Senado

No xadrez político para preencher os cargos da nova Mesa Diretora do Senado, que será eleita em 1º de fevereiro de 2009, o governo está disposto a negociar uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU), que será aberta com a aposentadoria, em dezembro, do ministro Guilherme Palmeira. Uma das hipóteses é dar a cadeira ao PMDB em troca de apoio à candidatura do senador Tião Viana (PT-AC) para presidir o Senado.

Agência Estado |

"A presidência do Senado, os cargos da Mesa Diretora, as presidências das comissões temáticas e a vaga no TCU vão entrar na negociação", admite a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC). "O problema é que esse tabuleiro tem poucas cadeiras para muitas peças." Além do loteamento, o Planalto quer neutralizar parte do poder da oposição no TCU. Segundo Ideli, o governo não aceitará que a vaga seja preenchida por um representante do antigo PFL, hoje DEM. "Tem mais PFL no TCU por metro quadrado do que gente."

Dos nove ministros do TCU, quatro são indicação direta do PFL; dois, do PMDB e um, do PP. Duas cadeiras são preenchidas por funcionários de carreira - uma delas, por nomeação do presidente da República. O DEM quer que a vaga de Palmeira vá para o ex-senador e presidente da Companhia de Eletricidade de Brasília (CEB), José Jorge (PE). Ambos são do DEM. "Ele é um homem equilibrado, de respeito e conversa com todo mundo", defendeu o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ).

No PMDB, os cotados são os senadores Leomar Quintanilha (TO) e Almeida Lima (SE). O governo também trabalha com a alternativa do ex-senador e ex-governador Lúcio Alcântara, hoje no PR, o que ajudaria na eleição de Tião Viana - o PR conta com quatro votos, que podem ser decisivos na disputa pela presidência do Senado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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