Com o diagnóstico de que a melhor campanha para embalar a provável candidatura da ministra Dilma Rousseff ao Planalto é o bom desempenho do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará mudanças sem traumas na Esplanada. A ideia é evitar possível desaceleração de programas governamentais provocadas por ministros caídos de paraquedas.

Assim, o último ano de mandato será marcado pela ascensão do segundo escalão.

O chefe de gabinete do Planalto, Gilberto Carvalho, confirma que os secretários executivos da Justiça, Luiz Paulo Barreto; da Casa Civil, Erenice Guerra; dos Transportes, Paulo Sérgio Passos; e de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, assumem o comando das pastas na reta final do governo, com a saída dos titulares que vão disputar as eleições.

Em entrevista ao Grupo Estado, Carvalho relata que Lula disse à equipe que há regras para a substituição. "O presidente não quer de forma alguma que os substituídos usem o ministério para campanha", avisou o assessor. "Ele deixou claro: ‘o novo responsável pelo ministério terá de prestar contas a mim e não para os antigos ministros’. É esta a linha do presidente." A decisão de Lula de empossar secretários executivos nos cargos de ministros pode ter exceções. O substituto, no entanto, tem de ser da casa, com amplo conhecimento da rotina da pasta. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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