Governo mantém intenção de indenizar famílias do Morro da Providência

O ministério da Defesa desmentiu nesta quinta-feira a informação de que o governo teria desistido de pagar indenização às famílias dos três jovens do Morro da Providência, no Rio de Janeiro, mortos por traficantes.

Redação |

Segundo a assessoria de imprensa do ministério, mudou a forma de concessão da indenização, que seria feita mediante envio espontâneo, por parte do Executivo, de um projeto de lei ao Congresso Nacional. Como a Justiça foi acionada para tratar do assunto, um acordo terá que ser feito em juízo. "E m nenhum momento o ministro afirmou que o governo havia desistido da medida.", afirmou sua assessoria.

"Nós estamos preparando um projeto de lei para a concessão de aposentadoria. No entanto, a notícia que eu recebi ontem da assessoria jurídica é que teria sido ajuizada uma ação de indenização pelas famílias contra a União. Então, a solução do problema passa por dentro dessa ação judicial. Caberá à AGU (Advocacia Geral da União) negociar com as famílias e oferecer essa solução, e essa solução tem que ser homologada dentro desse processo judicial", explicou o ministro na conversa aos jornalistas.

O ministro disse ainda que, mesmo com o acordo judicial, o governo poderá ter que mandar um projeto de lei ao Congresso, mas não antes do acordo.

Entenda o caso

AE/Marcos DPaula
Policiais do Exército e moradores em confronto
Marcos Paulo da Silva, de 17 anos, Wellington Gonzaga Costa, 19, e David Wilson Florença da Silva, 24, moradores do Morro da Providência, na zona Portuária do Rio, teriam sido entregues no sábado, dia 14, e mortos, menos de 12 horas depois, por traficantes do Morro da Mineira, no Catumbi.

Em depoimento ao titular da 4ª Delegacia de Polícia, delegado Ricardo Dominguez, alguns dos suspeitos teriam confessado o crime. Os jovens foram detidos pelos militares às 7h30 do sábado, quando voltavam de táxi de um baile funk, por desacato. Porém, o comandante da tropa determinou que eles fossem liberados após serem ouvidos.

Testemunhas afirmam que os rapazes ficaram sob o poder dos militares até as 11h30 e depois foram entregues a traficantes de uma facção rival a do Morro da Providência, onde os rapazes moravam, no Morro da Mineira, onde foram executados. Há denúncias de que as vítimas teriam sido vendidas por R$ 60 mil.

De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), Wellington teve as mãos amarradas e o corpo perfurado por vários tiros. David teve um dos braços quase decepado e também foi baleado. Marcos Paulo morreu com um tiro no peito e foi arrastado pela favela com as pernas amarradas. Os corpos foram encontrados no lixão de Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

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