Governo mantém apoio a Sarney, confirma Múcio

BRASÍLIA ¿ Apesar das sucessivas denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, confirmou nesta segunda-feira que o governo mantém o apoio para a permanência do peemedebista no cargo. ¿A determinação do governo continua sendo de apoiar Sarney¿, confirmou o ministro após reunião de coordenação política.

Carollina Andrade, repórter em Brasília |

Agência Brasil
Governo mantém apoio a Sarney
Ao ser questionado sobre a nota divulgada, na última sexta-feira, pelo líder do bloco de apoio ao governo, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que pede o licenciamento de Sarney do cargo, Múcio desconversou. O que nós avaliamos é que isto não é um movimento do PT, nós imaginamos que seja um posicionamento de um ou dois senadores. Precisamos ver se houve um movimento da bancada inteira, disse o ministro.

Na nota, Mercadante afirma considerar "grave" a denúncia do jornal "O Estado de S.Paulo" contra o presidente Sarney. "Há 'indícios concretos' da associação do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), com a nomeação por ato secreto do namorado da neta dele", diz Mercadante.

O senador ressalta ainda que, em nome da bancada, "reafirma a posição de que o melhor caminho seria que Sarney pedisse licença da Presidência da Casa".

Representação fica para terça-feira

Após divulgar que iria protocolar na tarde desta segunda-feira uma representação contra Sarney no Conselho de Ética, o PSDB informou que apresentará o documento só nesta terça-feira. O anúncio da representação do partido reúne quatro denúncias individuais feitas pelo líder do PSDB, o senador Arthur Virgílio.

As denúncias se referem ao tráfico de influência de Sarney na indicação do ex-secretário geral, Agaciel Maia; ao fato do presidente do Senado ter negado o envolvimento com a Fundação Sarney; a supostas irregularidades em contratos da Fundação e, ainda, à suposta responsabilidade do peemedebista na contratação de Henrique Dias Bernardes, namorado de sua neta, por meio de atos secretos.

Com a representação, o partido assume a responsabilidade formal e institucional. A cassação será a punição mais severa, mais rigorosa, até porque, é a exigência da população, afirma o senador tucano Álvaro Dias.

Na opinião de Dias, o melhor critério da apreciação é de que todas as denúncias sejam julgadas de uma só vez. Não há como superar esta crise sem acabar com este impasse, diz.

O vice-líder do PSDB no Senado acredita que dentro do Partido a única voz contrária à saída de Sarney da presidência é senador Papaléo Paes (AP), aliado do presidente da Casa. No entanto, a dissidência de Paes não foi suficiente para impedir reação do partido. 

(*Com informações da repórter Camila Campanerut)

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