Governo manobra e consegue adiar CPI da Petrobras

BRASÍLIA - Os líderes do PMDB, senador Renan Calheiros (AP), e do PT, senador Aloízio Mercadante (SP), conseguiram, em acordo com os líderes partidários de oposição, adiar a leitura de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.

Carol Pires |

Em reunião nesta quinta-feira foi decidido que o presidente da Petrobras, José Sérgio Grabrielli, será ouvido em audiência conjunta entra as comissões de Constituição de Justiça (CCJ), Infraestrutura (CI) e Assuntos Econômicos (CAE) antes que os senadores decidam sobre a necessidade de criar uma CPI para investigar as denúncias contra a empresa.

Se as explicações do presidente da Petrobras não forem convincentes, não haverá motivo para não instalar a CPI, alegou o líder do DEM, José Agripino Maia (RN). Se for convincente podemos reunir os líderes para rediscutir o assunto, ponderou.

De acordo com o senador Renan Calheiros, a data da visita de Sérgio Gabrieli ao Senado será negociada com o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR).

CPI da Petrobras

Na última quarta-feira o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) protocolou um requerimento, assinado por 32 senadores, para a criação da CPI da Petrobras. Para que a comissão comece a funcionar, porém, é preciso que o presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP) leia o documento em sessão plenária.

No requerimento, o senador Álvaro Dias aponta indícios de fraudes em licitações de plataformas e denúncias de desvios de royalties do petróleo devem ser apurados pelos parlamentares. Ele também destaca a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, onde um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou indícios de superfaturamento que podem chegar a R$ 94 milhões.

Leia mais sobre: Petrobras

    Leia tudo sobre: petrobras

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG