Governo liberou R$ 4,6 bilhões para vítimas de desastres naturais

Balanço do Ministério do Planejamento tem tragédias como a do Nordeste, Haiti, Santa Catarina, Paraná e São Luiz do Paraitinga

Agência Brasil |

O governo federal liberou, no primeiro semestre do ano, R$ 4,638 bilhões para assistência às vítimas de desastres naturais, no Brasil e no Haiti, já incluídos os R$ 500 milhões anunciados, na semana passada, para os desabrigados das chuvas que caíram recentemente nos estados de Pernambuco e de Alagoas.

O balanço da assistência governamental foi divulgado nesta quarta-feira (30) pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e adianta que foi autorizada a liberação de mais R$ 48,7 milhões para o Ministério da Saúde aplicar em ações emergenciais nas Unidades Básicas de Saúde dos dois estados.

De acordo com o Ministério do Planejamento, no começo de fevereiro houve a primeira destinação, de R$ 1,374 bilhão, para os municípios atingidos por fortes chuvas, no final de 2009, nos estados de Santa Catarina e do Paraná, e para a distribuição de água e cestas de alimentos às vítimas da estiagem em estados do Nordeste.

Deste crédito extraordinário, criado pela Medida Provisória (MP) 480, o governo brasileiro destinou R$ 567 milhões para ajuda humanitária ao Haiti, que fora atingido por um terremoto de alta magnitude no dia 12 de janeiro, no qual morreram militares brasileiros e a médica sanitarista Zilda Arns.

Posteriormente, o governo editou a MP 486, no valor de R$ 1,429 bilhão, para dar continuidade às ações de ajuda humanitária no Haiti e para reforçar os recursos do Ministério da Integração Nacional no atendimento às vítimas de desastres naturais.

Também foram aplicados recursos na recuperação do patrimônio histórico de São Luiz do Paraitinga, castigado pelas chuvas que destruíram parte do importante acervo da cidade paulista.

No início deste mês, o governo editou mais uma MP, de número 490, no valor global de R$ 1,287 bilhão, para atender novas emergências, também provocadas por fortes chuvas na Região Sudeste e por ressaca marítima no Arquipélago de Fernando de Noronha que destruiu parcialmente o porto local.

(Stênio Ribeiro)

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