Governo lança plano para reduzir queimadas no Cerrado

Plano prevê a ampliação das Unidades de Conservação e contratação de 4,5 mil brigadistas

Agência Brasil |

Em meio às frequentes queimadas que atingem o Centro-Sul do País neste período de estiagem, o governo lançou nesta quarta-feira um plano para reduzir os incêndios e o desmatamento, além de viabilizar alternativas para o uso sustentável dos recursos naturais do Cerrado brasileiro. Entre as ações do plano, está prevista a contratação de 4,5 mil brigadistas para atuar na prevenção e no combate às queimadas.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou que o plano faz parte do compromisso assumido pelo Brasil na Conferência Mundial do Clima, em Copenhague, de redução dos gases de efeito estufa. "É um passo para a implementação dos compromissos da Política Nacional de Clima, do Fundo Clima e do Plano Nacional de Mudanças Climáticas. É um passo para convergir as ações da agricultura sustentável e da siderurgia verde", disse a ministra.

Ela acrescentou que as ações de vários ministérios serão coordenadas visando a ampliar a fiscalização, reduzir o desmatamento e evitar queimadas. “Vamos apertar a fiscalização no sentido econômico e estratégico. Por outro lado, vamos implementar as medidas de prevenção de queimadas. Somado a isso, vamos contratar mais 4,5 mil brigadistas dedicados ao Cerrado no próximos cinco anos. Os próximos dois anos serão essenciais para que a gente invista e temos R$ 350 milhões de vários ministérios”, disse.

O Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Cerrado (PPCerrado) prevê a implementação de medidas ambientais até 2011, com objetivo de alcançar resultados até 2020. Entre as medidas estão a ampliação da fiscalização nas rodovias e o aumento da área de floresta plantada voltada para abastecer de carvão vegetal a indústria siderúrgica.

AE
Imagem mostra incêndio que atingiu o Parque Ecológico Altamiro de Moura Pacheco, em Goiânia, no dia 11 de setembro e destruiu mais de 40% do local
Está prevista ainda a ampliação das áreas de Unidades de Conservação federais em 2,5 milhões de hectares e a abertura de linhas de crédito rural para recuperar 8 milhões de hectares de pastagens degradadas e de reserva legal.

As áreas definidas pelo plano como prioritárias para a implantação das ações são as que estão sob intensa pressão do desmatamento, as consideradas de alta prioridade para a biodiversidade, as de alta relevância para a conservação dos recursos hídricos e as dos municípios com maior índice de desmatamento no período de 2002 a 2008.

Izabella Teixeira ressaltou que um dos focos de atuação previstos no plano é a capacitação de pequenos agricultores e de populações tradicionais que vivem em áreas de preservação. “Esse plano coloca a agricultura familiar e o Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] aliados com o programa de investimentos para prevenção de queimadas e incêndios florestais. Vamos direcionar investimentos para o Incra, não só para assistência técnica dos assentados e das populações tradicionais que vivem em reservas florestais, mas também vamos investir em capacitação e formação. Parte dos brigadistas será formada nos assentamentos rurais”, disse. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em agosto foram registrados 14.629 focos de queimada no Cerrado.

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