Governo lança cartilha sobre violência contra crianças

O Ministério da Saúde vai distribuir três mil cartilhas sobre o impacto da violência na saúde das crianças e adolescentes durante o 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que reúne três mil pessoas de 140 países no Rio, até sexta-feira. O documento trata das estatísticas sobre as agressões e orienta sobre como agir em caso de abusos.

Agência Estado |

"A cartilha é um alerta que o Ministério da Saúde faz para a situação de violência que está sendo cometida contra crianças e adolescentes no Brasil. A cartilha chama a atenção para o crime sexual, para abusos inaceitáveis que são cometidos contra as crianças", afirmou a coordenadora de Saúde do Adolescente do Ministério da Saúde, Thereza Delamare.

O documento aponta para as conseqüências da violência sobre o desenvolvimento dos jovens - ansiedade, transtornos depressivos, alucinações, baixo desempenho na escola e tarefas de casa, alterações de memória, comportamento agressivo, violento e até tentativas de suicídio. Na vida adulta, o abuso na infância e adolescente se traduz em uso excessivo de álcool e drogas. "A violência é um grande problema de saúde. A criança que sofre abuso constante terá impactos importantes na saúde mensal, que trarão prejuízos para a sua vida adulta", disse Thereza.

O material foi produzido a partir de dados coletados em 2006 e 2007, pelo Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA), com informações obtidas nas fichas de notificação de violência doméstica, sexual e outras violências. Desde 2006, instituições de referência de 27 capitais alimentam o sistema. Dos 1.939 registros de violência contra crianças de até 9 anos, 845 (44%) foram por violências sexuais. Entre os adolescentes (10 a 19 anos), esse tipo de ocorrência correspondeu a 1.335 (56%) dos 2.370 casos notificados.

"Muitas vezes esses registros são de crianças e adolescentes submetidos à exploração sexual. Eles saem das suas casas, caem numa rede de exploração e sofrem uma violência brutal", comentou Thereza. Após o congresso, as cartilhas serão distribuídas em unidades de saúde, escolas e conselhos tutelares.

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