O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, aproveitou a reunião ministerial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para acertar os termos da medida provisória (MP) que vai destinar recursos federais ao socorro das vítimas das enchentes em Santa Catarina e à recuperação da infra-estrutura do Estado. Nesta fase mais emergencial, estamos dando mais atenção às pessoas, mas já contatei o Planejamento e recebi sinal para levantar o que pode ser liberado para obras de infra-estrutura, como a recuperação de pontes e rodovias, anunciou ele, pouco antes de embarcar da Base Aérea de Brasília para Florianópolis.

Acionado pelo ministro no fim de semana, o secretário Nacional de Defesa Civil, Roberto Guimarães, viajou imediatamente para Santa Catarina e passou o dia de hoje sobrevoando as áreas mais afetadas, para levantar os estragos tomar medidas emergenciais. Porém, ao menos por enquanto, ninguém falou em cifras. "Como estamos no auge da crise, ainda não dá nem para se ter idéia de custo da tragédia", disse Geddel. Segundo ele, o que se sabe hoje é que o custo é alto e a situação, crítica. "Mas o levantamento mais detalhado só sairá depois das medidas emergenciais."

Preocupado com a extensão da tragédia que, de acordo com a Defesa Civil estadual, deixou 23 mil catarinenses desabrigados e causou 50 mortes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez questão de telefonar ao governador catarinense, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), durante a reunião. Segundo Geddel, o ministério já enviou às vítimas 12 mil cestas, com 286 toneladas de alimentos, 12 mil colchões, 12 mil cobertores e igual número de toalhas e travesseiros, além de 2,4 mil kits de desinfecção para purificar a água destinada ao consumo.

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