Ministério diz que solicitou licença de importação emergencial à Anvisa; Medicamento ainda está em processo de registro nos EUA

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O Ministério da Saúde gastou R$ 52,47 milhões na compra de um medicamento sem registro nos Estados Unidos e na Europa para tratar pacientes com doença de Gaucher, um problema genético raro que, se não tratado, pode levar à morte.

A transação, concluída na semana passada, foi justificada pelo governo federal como a única maneira de driblar os problemas de abastecimento enfrentados com a droga usada tradicionalmente, fabricada pela farmacêutica Genzyme.

Foram adquiridos 54,4 mil frascos do remédio, chamado de taliglucerase alfa, produzido pela Pfizer e em processo de registro nos EUA. Para que a compra pudesse ser feita, a pasta solicitou uma licença de importação emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A liberação foi feita depois da análise de documentos da chamada fase clínica 3, quando são realizados testes de medicamentos em pacientes. A pesquisa apresentada para avaliação da Anvisa acompanhou um grupo de 31 pessoas com o problema.

A doença de Gaucher é provocada por uma falha no metabolismo de gorduras. Pacientes com essa disfunção não conseguem processar corretamente as gorduras, que vão se acumulando nas células. Quando não é tratada, a doença provoca anemia, sangramento, manchas roxas e problemas no fígado e no baço. No Brasil, 610 pacientes recebem o medicamento.

Defesa

“A compra somente foi realizada depois de a Genzyme informar que não teria condições de atender a demanda do País”, afirmou o diretor de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, José Miguel do Nascimento Júnior.

Os estoques existentes atualmente são suficientes para atender a demanda até a primeira quinzena de setembro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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