Governo extradita o traficante Juan Carlos Abadia para os EUA

BRASÍLIA ¿ O traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia foi extraditado para os Estados Unidos no início desta sexta-feira (22). Ele deixou a Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, às 3h da manhã, em um avião da Polícia Federal, com destino a Manaus, no Amazonas. Depois de entregue à polícia dos Estados Unidos, ele embarcou para Nova York em uma aeronave norte-americana, por volta de 9h, horário de Brasília.

Redação |

Evelson de Freitas/AE
Abadía
Abadía ao ser preso no ano passado
A portaria que autorizou a extradição foi publicada no Diário Oficial do dia 20 de agosto. O governo brasileiro determinou ainda a expulsão de Abadia do país, para que ele jamais retorne ao território nacional.

O traficante colombiano foi preso em agosto do ano passado, em um condomínio de luxo em Aldeia da Serra, na Grande São Paulo. Ele é apontado pelo DEA (Drugs Enforcement Administration) e pela agência antidrogas dos Estados Unidos como um dos maiores traficantes do mundo e um dos líderes do cartel do Vale do Norte, na Colômbia.

No Brasil, Abadia foi condenado a 30 anos e cinco meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção ativa. Já nos Estados Unidos ele responderá pelos crimes de homicídio, trafico internacional de drogas e lavagem de dinheiro, entre outros.

O governo norte-americano se comprometeu formalmente a respeitar a punição máxima do Sistema Judiciário Brasileiro, de 30 anos de prisão, conforme prevê o artigo 75 do Código Penal, bem como a decisão do Supremo Tribunal Federal que autorizou a extradição.

De acordo com o secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, a extradição do traficante colombiano irá enfraquecer algumas organizações criminosas no Brasil.

"Temos que causar o maior grau de letalidade possível às organizações criminosas. No caso de Abadía, tenho convicção de que a extradição imediata dele vai cumprir melhor esse objetivo, pois as investigações relacionadas a ele no Brasil já foram esgotadas", disse.

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