Governo estuda lançar PAC da Olimpíada e da Copa do Mundo

BRASÍLIA - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que deverão ser criados um Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a Copa e outro para os Jogos Olímpicos. Segundo ela, algumas obras para os eventos esportivos já estão incluídas no cronograma do PAC original, mas o governo federal vai se reunir nos próximos dias para discutir um tratamento especial às melhorias de infraestrutura para a realização dos dois eventos esportivos.

Christian Baines, repórter em Brasília |

"O governo federal terá um conjunto de discussões nos próximos dias, porque achamos justamente que tem que ter um tratamento especial tanto para 2014 como para 2016 - para a Copa e para a Olimpíada. Podemos até chamar de um PAC para a Olimpíada e outro para a Copa", disse a ministra.

Agência Brasil
Os ministros Geddel Vieira Lima e Dilma Rousseff em apresentação do balanço do PAC
Dilma mostrou otimismo em relação aos investimentos por conta dos eventos e destacou que o País deve se preocupar também com seus atletas. Nós teremos condições totais de ter uma efetiva política de investimentos que contenda as diferentes áreas, não só de infraestrutura. (...) Acho também que o governo federal vai ter que ter também uma política de esportes. Isso significa não só mobilizar as escolas, como toda a sociedade. A ideia é não ter apenas um legado de obras físicas, mas também um legado de desenvolvimento humano.

A ministra disse que o Brasil deixou de ser o eterno País do futuro e passou a ser um País do presente. Destacou que, assim como os outros países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), a economia nacional é capaz de alavancar o crescimento mundial.

53,6% das obras executadas

O PAC realizou desde 2007, quando foi lançado, 53,6% dos investimentos previstos, totalizando R$ 338,4 bilhões, segundo o 8º balanço divulgado nesta quinta-feira pelo Comitê Gestor do Programa de Aceleração do Crescimento.

De acordo com o balanço, R$ 98,5 bilhões foram aplicados em 2009 e R$ 239,9 bilhões investidos entre 2007 e 2008. Ainda segundo o governo, R$ 107,1 bilhões do total já investido foram aplicados pelas estatais e R$ 28,2 bilhões vieram do orçamento fiscal. Os investimentos privados somaram R$ 83,6 bilhões no período de janeiro de 2007 a agosto de 2009.

Mais investimento de estatais

Neste ano, é observado um aumento na participação das estatais no valor total. Em 2007 e 2008, as estatais investiram 13% a mais do que as empresas privadas. Nos quatro primeiros meses de 2009, o valor de R$ 33,8 bilhões, investido pelas estatais, representa 79% a mais do que o aplicado pelo setor privado.

O governo, por sua vez, gastou neste ano - com recursos do Orçamento de 2009 e de restos a pagar do previsto de 2008 - R$ 9,5 bilhões ¿ 19% a mais do que o aplicado em 2008.

O balanço aponta que 39% dos projetos do programa estão concluídos, e 52% estão progredindo em um ritmo adequado. Porém, 7% dos empreendimentos exigem atenção do Comitê Gestor e 2% estão em estado de preocupação, por conta do atraso.

Em valor, as ações concluídas representam 25% do montante total. Dezesseis por cento dos investimentos equivalem a obras em processo de licitação.

No último balanço, divulgado em maio, 15% das obras estavam concluídas e 4%, em estado de atenção.

O programa é um plano estratégico do governo federal para investimentos em infraestrutura e estimular o crescimento econômico nacional. O projeto prevê a aplicação de R$ 503,9 bilhões até o fim do ano que vem nas áreas de transporte, energia, saneamento, habitação e recursos hídricos.

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