Governo entra em ação para barrar CPI da Petrobras; líder conversa com partidos

BRASÍLIA - O vice-líder do governo no Senado, senador Gim Argelo (PTB-DF), garantiu nesta sexta-feira que alguns senadores do PMDB, DEM, PDT e PTB sinalizaram a retirada dos nomes do requerimento de criação da CPI da Petrobras. Até a meia-noite desta sexta os parlamentares podem desistir de levar a investigação à frente.

Carol Pires, repórter em Brasília |

O PSDB protocolou o pedido de criação da CPI com 32 assinaturas. O mínimo necessário são 27. Portanto, se até o final do dia seis senadores voltarem atrás em suas assinaturas, a comissão pode ser enterrada.

Isso [uma possível investigação contra a Petrobras] é maior do que se imagina, disse o vice-líder. Não se trata apenas de uma investigação na Petrobras. Temos que pensar que estamos em um momento de crise e estamos nos saindo bem. Mas não podemos correr o risco de pegar a quarta maior empresa do mundo e fazer política com ela. Isto pode mergulhar o País na crise, observou.

Cabo de Guerra

No final da tarde desta quinta, os líderes do DEM, José Agripino Maia (RN), do PT, Aloízio Mercadante (SP) e do PMDB, Renan Calheiros (AL) anunciaram que a  instalação da CPI seria adiada até que o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, participasse de uma audiência pública no Senado.

Pouco depois, porém, senadores do PSDB se revezaram em discursos no plenário, insistindo na leitura do requerimento. Esta manhã, o vice-presidente da Casa, senador Marconi Perillo (PSDB-GO) abriu a sessão plenária e anunciou a criação da CPI da Petrobras ¿ quebrando a praxe de que somente o presidente de fato, neste caso José Sarney (PMDB-AP), autoriza as leituras de requerimentos de CPI.

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