Governo e oposição se acusam de manobra e sessão da CCJ do Senado é encerrada

BRASÍLIA - O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), encerrou a sessão legislativa ordinária antes do fim dos trabalhos. Segundo o senador, a sessão foi fechada para evitar uma manobra da base aliada do governo que entrou com requerimentos para votar contrário à convocação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para prestar depoimentos na comissão.

Camila Campanerut, repórter em Brasília |

Por outro lado, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), bradou ao sair da sala da Comissão que a oposição queria fazer uma emboscada. Sessão derrubada. Ninguém vai aceitar golpe. Vamos entrar com a retirada dos requerimentos, disse.

Como resposta, o senador Demóstenes Torres disse que não pode haver retirada da assinatura de senadores dos requerimentos, depois de encerrada a sessão. É regimental, explica.  De acordo com ele, a sessão será retomada nesta quinta-feira às 10h.

Na avaliação do senador tucano Álvaro Dias (PR), poderá haver votação ainda nesta quinta-feira, desde que haja o número de senadores suficientes inscritos. Dias ainda confirmou que no momento em que retirou o requerimento da acareação entre a ministra Dilma Rousseff e a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira ele entregou um novo requerimento para convocar a ministra para falar na CCJ.

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