BRASÍLIA - Cinqüenta alunos de escolas técnicas públicas e privadas do Brasil partem nesta quinta-feira para os Estados Unidos com bolsas de estudo oferecidas pelo Departamento de Estado norte-americano. Os estudantes irão freqüentar, por um ano, as ¿community colleges¿, universidades de ensino superior voltadas para a formação técnica.

Esta é a segunda edição do Programa de Bolsa de Estudos nos EUA para Tecnólogos, uma parceria do governo americano com a agência de pesquisa Fullbright. Em 2007, o programa piloto levou doze brasileiros aos Estados Unidos para cursos nas áreas de Administração e Gerenciamento de Negócios, Turismo e Hotelaria, Comunicação, Tecnologia da Informação e Tecnologias da Engenharia.

Para o segundo ano do projeto, o governo manteve as áreas de atuação mas quadriplicou o investimento, que agora é de 2 milhões de dólares. As bolsas de estudos cobrem alojamento, alimentação, taxas escolares, curso de inglês com duração de até dois meses (para os que precisarem), passagens de ida e volta e assistência médica. Depois de um ano, os estudantes devem obrigatoriamente voltar ao Brasil para concluir sua formação.

Alunos de escolas técnicas de Egito, Indonésia, Turquia, África do Sul e Paquistão também participam do programa, que quis beneficiar importantes países em desenvolvimento, segundo David Hodge, diretor cultural da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

Para ele, o objetivo do programa não é apenas fortalecer a formação de alunos de escolas técnicas, mas promover um encontro de culturas. Escolhemos jovens de Roraima ao Rio Grande do Sul para que eles mostrem aos americanos as diferentes características do Brasil, explicou Hodge. Ao mesmo tempo, os brasileiros aprenderão muito sobre a língua e a cultura dos Estados Unidos.

Oportunidade

Os alunos beneficiados pelo projeto inscreveram-se para o processo seletivo, foram analisados de acordo com seu currículo e perfil, passaram por entrevistas e fizeram provas de inglês. Rafael Linhares, 22 anos, leu sobre o programa na internet e decidiu se inscrever. Morador de São Vicente (SP), por um ano ele deixará o curso de Processamento de Dados na Fatec da Baixada Santista para estudar Tecnologia da Informação na Highline Community College, em Des Moines, Washington.

Rafael, que nunca visitou os Estados Unidos e aprendeu inglês sozinho, sem fazer curso especializado, está animado com a oportunidade pessoal e profissional. Espero aprender com a experiência e voltar com um diferencial no currículo. Quem sabe um dia isso me ajude a procurar algo lá fora, afirmou. A seleção para a próxima edição do programa começa em agosto.

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