Governo do Rio suspende decreto de ocupação em Angra

A secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, anunciou nesta quarta-feira que o decreto da Área de Proteção Ambiental de Tamoios, que abria a possibilidade de novas construções na Região de Angra dos Reis e Ilha Grande, no Rio de Janeiro, está suspenso.

Agência Estado |

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  • Ambientalistas e procuradores da República acusam a regra, baixada no ano passado pelo governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), de ter prejudicado áreas de preservação permanente.

    "O decreto não tem interferência com risco de ocupação. Procura organizar as ocupações em zonas de conservação da vida silvestre e não em zonas de preservação, onde continua proibida a ocupação do solo. Mas, tendo em vista a polêmica suscitada, os efeitos desse decreto estão suspensos até o fim do estudo de revisão do Plano de Manejo da região, que já está em andamento", disse a secretária.

    Ela estimou que a longo prazo cerca de 3 mil casas serão removidas em toda a região de Angra dos Reis e Ilha Grande. De acordo com Marilene, técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) iniciaram hoje um levantamento das áreas de risco em toda a Ilha Grande, onde desabamentos já deixaram ao menos 52 mortos.

    AE
    Área de deslizamento de terra no Morro da Carioca, no centro de Angra dos Reis, na terça-feira

    Área de deslizamento de terra no Morro da Carioca

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