Já tem efeito prático a declaração do governador Sergio Cabral (PMDB), de que o Estado vai fechar com a chamada Emenda Ibsen, que redistribui http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2010/03/10/camara+aprova+distribuicao+de+royalties+do+pre+sal+a+estados+nao+produtores+9423184.html target=_blanka receita dos royalties de petróleo e tira R$ 7 bilhões do governo estadual e dos municípios fluminenses. O vice-governador Luiz Fernando Pezão disse nesta sexta-feira ao iG que todas as obras em curso no Estado vão parar. ¿Vamos parar as obras do PAC e todos os demais investimentos estaduais no Rio¿, disse Pezão. O PAC inclui recursos federais e estaduais.

No início da noite, o vice-governador Luiz Fernando Pezão ligou para avisar que a paralisação das obras ocorrerá apenas na quarta-feira, dia 17, e não sem prazo indefinido. Segundo ele, houve um mal-entendido. A assessoria de imprensa do governador Sergio Cabral informou que será dado ponto facultativo ao funcionalismo público e que as obras do PAC serão paralisadas para que os trabalhadores possam participar da mobilização convocada para a próxima quarta-feira.

O governador Sergio Cabral convocou uma reunião neste sábado, no Palácio Guanabara , para organizar o que Pezão chama de uma grande mobilização contra essa covardia com o Rio. Estão sendo convocados o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Luiz Zveiter, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Jorge Picciani, a OAB, prefeitos fluminenses e até representantes da Igreja Católica.

Para o vice-governador, a paralisação é a forma encontrada pelo governo fluminense para pressionar o Congresso e alertar a sociedade contra o risco da aprovação da emenda, aprovada na Câmara na quarta-feira.

Mobilização também no Senado

O governador também vai ao Senado. Quer ajuda de senadores como Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR) para mudar o texto aprovado na Câmara e preservar a receita dos Estados produtores de petróleo. O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) é um dos principais aliados do Palácio Guanabara. É hora de mobilizar o Senado mas também informar a sociedade, afirmou Pezão.

Na quinta-feira, no final de uma palestra para estudantes da Pontifícia Universidade Católica (PUC), que o convidou para a aula inaugural do ano letivo, o governador Sergio Cabral disse que a sessão que aprovou a emenda foi um linchamento do Rio. Chegou a chorar durante a palestra.

Ao iG , o vice-governador Luiz Fernando Pezão reforçou os argumentos de Cabral, lembrando as perdas históricas sofridas pelo Rio. Há um sentimento de muita revolta e perplexidade, disse Pezão. O Rio já perdeu na mudança da capital federal, com uma fusão que não foi discutida e hoje, quando está botando a cabeça para fora dágua, vem a Câmara e desmonta o que estamos construindo.

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