RIO DE JANEIRO ¿ O vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse nesta terça-feira que a troca de comando da cúpula da Polícia Militar do Rio de Janeiro não está ligada a denúncias do Ministério Público Estadual contra 30 policiais militares, acusados de executar inocentes durante operações.

Segundo Pezão, a substituição do coronel Gilson Pitta Lopes por Mário Sérgio de Brito Duarte segue a política de segurança pública do Estado, que também mexeu na cúpula da Polícia Civil no início deste ano.

É uma mudança igual à da Polícia Civil. É uma nova fórmula. Conforme vai andando, analisa-se a necessidade de se dar uma 'oxigenada', disse. É um modo novo que o Beltrame [secretário de Segurança do Rio de Janeiro] está vendo que precisa [ser implantado] dentro da Polícia Militar, completou.

Mudança

SSP

Pitta ao lado de Beltrame na Cidade de Deus

Nesta terça-feira, a Secretaria de Estado de Segurança anunciou a substituição do coronel Gilson Pitta Lopes pelo coronel Mário Sérgio de Brito Duarte no comando geral da Polícia Militar.

Atual diretor-presidente do Instituto de Segurança Pública (ISP), Duarte foi comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do batalhão da Maré (22º BPM) e teve passagens pelo interior do Estado do Rio. Recentemente, ele foi superintendente da subsecretaria de Planejamento e Integração Operacional (SSPIO).

Em nota, o secretário José Mariano Beltrame agradeceu o comandante Pitta pela seriedade e correção com que conduziu sua corporação desde o início. O coronel assumiu a função no final de janeiro do ano passado.

Foram 17 meses de sacrifícios pessoais e de dedicação exclusiva, meses que somam aos mais de 30 anos de carreira a serviço da sociedade fluminense. Que a história do comandante Pitta sirva de exemplo para os oficiais mais novos da ativa, afirmou.

A nota não relaciona, no entanto, a saída do coronel Gilson Pitta com a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual contra 30 policiais militares por homicídio .

O Ministério Público pediu a prisão dos PMs acusados de matar inocentes e depois registrar tais casos como autos de resistência, classificados quando os agentes agem em legítima defesa durante operações para combater criminosos. De acordo com o Ministério Público, de 20 mortes investigadas entre 2007 e 2008, apenas duas vítimas tinham passagem pela polícia.

A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) informou que os pedidos de prisão ainda não começaram a ser analisados.

*com informações da Agência Estado

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