Governo diz que só negocia com policiais após a greve

SÃO PAULO - O governo do Estado de São Paulo resolveu endurecer com os policiais civis em greve. O secretário de Gestão Pública, Sidney Beraldo, afirmou nesta quarta-feira que as negociações só serão retomadas quando a paralisação acabar.

Agência Estado |

"O governo não trabalha sob pressão. Essa greve não contribui em nada", afirmou. Segundo ele, não haverá nova proposta nem mesmo as já feitas serão encaminhadas à Assembléia Legislativa. Beraldo fez um apelo para que os policiais garantam o atendimento à população e não descartou a possibilidade de a Polícia Militar registrar boletins, como já ocorreu em Botucatu.

No segundo dia de greve dos policiais civis, as entidades comemoraram aumento de adesão. Até as 19 horas de ontem, o número de boletins de ocorrências registrado nos 93 Distritos Policiais da capital havia sido 57,5% inferior ao computado na segunda-feira - último dia útil antes da greve. "O governo não negocia com a greve? Ora, ele não negociou sem a greve. Desde fevereiro tentamos abrir negociação", afirmou o delegado André Dahmer, da associação dos delegados de polícia.

Beraldo afirmou que desde 2007 o governo tem revalorizado as carreiras policiais. O governo, segundo ele, vai rever a política de gratificações. Ele afirmou que o governo propôs a passagem de policiais de primeiro nível para o segundo e a extinção do nível mais baixo da gratificação, o que provocaria reajuste de 38% no piso salarial de um delegado - de R$ 3.708 para R$ 5.117. O governo pretendia reestruturar as carreiras a fim de facilitar as promoções, beneficiando cerca de mil policiais - há 35 mil.

"As reivindicações dos policiais são irreais", disse Beraldo. Os delegados exigiam 60% de reajuste, mas, nas negociações no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), concordaram em receber 15% em 2008, 12% em 2009 e 12% em 2010. O governo rejeitou. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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