Governo diz não aceitar convocação de Dilma pela CPI da Petrobras

BRASÍLIA - O governo não quer a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras envolvida na investigação da suspeita levantada pela ex-secretária da Receita Lina Vieira de que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, teria lhe pedido para ¿agilizar a fiscalização do filho do Sarney¿. E também não aceitará a convocação de Dilma para explicar um assunto que, para a assessoria dela, ¿é de palavra contra palavra¿.

Agência Estado |

AE
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff
Neste domingo, a assessoria da ministra afirmou que não houve reunião entre Dilma e Lina e que jamais a ministra fez tal pedido. Para o ministro das Relações Institucionais, José Múcio, é preciso que as coisas sejam despartidarizadas" na comissão.

Em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo", Lina disse que o solicitação teria sido feita em reunião no Planalto, depois de o juiz Ney Bello Filho, da 1ª Vara Federal do Maranhão, ter autorizado uma ampliação das investigações da Operação Boi Barrica. Lina afirmou que entendeu o pedido de Dilma como um recado para encerrar as investigações.

Múcio disse que esse assunto não pode politizar a CPI da Petrobras. "Conhecendo a ministra Dilma como conheço, não acredito que ela tenha feito tal pedido. Para ele, está aberta a temporada de ressentimentos e denuncismo. Os assuntos políticos já foram separados. A CPI da Petrobras vai ser esclarecedora, mas é preciso despolitizar e 'desemocionalizar' os temas. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Leia também:


Leia mais sobre crise no Senado

    Leia tudo sobre: dilma rousseffsarneysenado

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG