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Governo divulga mudanças no tratamento da hepatite B

BRASÍLIA - O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira um levantamento sobre a presença do vírus que provoca a hepatite viral no Brasil. O foco dos resultados apresentados foi a prevalência da hepatite B na população brasileira, uma vez que, também nesta terça-feira a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou portaria http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/10/27/anvisa+autoriza+medicamento+para+tratar+de+hepatite+8951943.htmlliberando o uso do antiviral Tenofovir, também utilizado para tratamento da Aids.

Sarah Barros, iG Brasília |

Os dados do Inquérito Nacional de Seroprevalência das Hepatites Virais mostram que 11,5% da população das capitais brasileiras com idade de 20 a 69 anos já teve contato com o vírus responsável pelo tipo B da doença. Na população de 10 a 19 anos, a prevalência foi de 1,14%. Segundo a coordenadora da pesquisa, Leila Beltrão, o levantamento mostra uma baixa prevalência da doença no Brasil.

Para aperfeiçoar o tratamento da hepatite B, o Ministério da Saúde divulgou o novo protocolo de tratamento da doença. Ao texto, elaborado em 2002, foi acrescentado o uso do antirretroviral Tenofovir, utilizado também em paciente com Aids. Outros dois medicamentos passarão a ser adquiridos pelo Ministério para o tratamento: o Entecavir e o Adefovir.

Segundo o órgão, havia uma clara divisão do mercado internacional farmacêutico para o tratamento da hepatite B crônica, o que levou o próprio ministério a requerer junto a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a liberação para o uso do medicamento. Com isso, o ministério reafirma posição de priorizar saúde política em relação a acordos comerciais internacionais entre empresas, disse o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

A hepatite B é uma doença sexualmente transmissível. A exposição ao vírus também pode ocorrer por meio de contato com sangue contaminado em instrumentos como lâminas de barbear, escovas de dente e agulhas. Em até 10% dos casos de contato com o vírus, a doença evolui para o estado crônico.

Segundo o Ministério da Saúde, uma recente negociação com fabricantes de medicamentos permitiu uma redução de 31,10% no valor pago pelo Tenofovir. Com a possibilidade de indicação do medicamento para o tratamento da hepatite B, o ministério contabiliza um investimento de R$ 20 milhões para pacientes com a doença em 2010. Para o ano que vem, também estão previstas ações preventivas.

Estudo

O levantamento desenvolvido ao longo de sete anos também apontou dados sobre as hepatites A e C. O vírus que provoca o tipo A da doença foi identificado em 27,4% da população das capitais do País, com idade de 5 a 9 anos. Entre a população de 10 a 19 anos, foi identificada a prevalência da hepatite A em 48,5% da população. 

Já o vírus que provoca a hepatite C foi encontrado em 0,94% da população de 10 a 19 anos. Nos brasileiros residentes das capitais, com idade de 20 a 69 anos, a prevalência do vírus foi de 1,87%.

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