Governo deve oferecer duas mil bolsas de residência médica até o fim de 2011

BRASÍLIA ¿ Os ministérios da Educação e da Saúde lançaram nesta quinta-feira o Programa Nacional de Apoio à formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas, o Pró-Residência. O projeto deve oferecer, no período de dois anos, cerca de duas mil bolsas de residência médica para especialidades e regiões do País que sofrem com a falta de profissionais.

Christian Baines, repórter em Brasília |

O secretário de gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do ministério da Saúde, Francisco Eduardo de Campos, destacou que o número de médicos no País não é insuficiente, mas que há um problema sério de concentração de profissionais.

O programa pretende justamente aumentar a oferta de especialistas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do País. Todas as duas mil bolsas vão ser destinadas às três regiões.

Além disso, o projeto vai conceder bolsas a especialidades que não costumam ser muito procuradas pelos profissionais. Campos lembrou que, apesar do Brasil estar vivendo um envelhecimento demográfico, é baixo o número de especialistas em Gerontologia ¿ que estuda os pacientes de idade avançada. Nós temos o dever em fazer com que instrumentos de incentivo façam as escolas a oferecer residências médicas, afirmou.

A secretária de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari Bucci, disse que o programa foi elaborado com base em um mapeamento que localiza objetivamente os locais de carência. Aumentaremos em 120% as vagas de ingresso em residência médica. Isso diminui uma dívida que se tinha, disse.

A distribuição das bolsas será realizada a partir da apresentação de propostas a editais lançados pela secretaria de Educação Superior (Sesu), do MEC, e de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) do Ministério da Saúde.

Podem se candidatar aos editais os hospitais universitários federais, os hospitais de ensino e as secretarias estaduais e municipais da saúde.

O primeiro edital, com prazo até o dia 30 de novembro, receberá propostas de ampliação de vagas em programas já existentes ou de criação de programas que dependam exclusivamente de bolsas de residência.

O segundo receberá, até 30 de dezembro, propostas de implementação de mestrados profissionais associados a programas de residências em saúde.

O custo do programa do governo federal será dividido pelos dois ministérios. Hoje, o investimento em bolsas de residências médicas é de R$ 145 milhões. Ao fim de 2011, espera-se que os investimentos beirem os R$ 256 milhões.

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