BRASÍLIA (Reuters) - A reunião da Junta Orçamentária nesta quinta-feira terminou sem que o governo chegasse a um acordo sobre os ajustes no Orçamento de 2009, que devem ser feitos por conta da queda na arrecadação, informou à Reuters o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. A decisão ficou para o começo de julho, disse Bernardo após a reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Centro Cultural Banco do Brasil.

Mais cedo, o ministro havia dito que ainda não há decisão sobre nova redução da meta fiscal.

Em abril, o governo já reduziu a meta de superávit primário deste ano de 3,8 por cento para 2,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) diante da crise financeira global.

Na semana passada, Bernardo havia afirmado que a arrecadação de impostos está 63 bilhões de reais abaixo do inicialmente previsto no acumulado do ano e advertiu que seriam necessários ajustes no Orçamento.

O governo tem até o dia 20 de julho para preparar o próximo relatório de reprogramação das suas receitas e despesas para o ano. Num prazo parecido, o governo também precisará decidir se manterá para julho o reajuste salarial já acertado com várias carreiras do serviço público.

Esse aumento tem forte impacto sobre a folha salarial deste ano, mas o governo teme que o adiamento do reajuste desencadeie greves em áreas consideradas críticas, como a Receita Federal.

(Por Isabel Versiani)

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