Governo de SP enfrenta dois protestos de servidores

O governo do Estado de São Paulo teve de enfrentar, hoje, protestos de professores da rede estadual de ensino e de servidores da saúde. As manifestações das duas categorias têm potencial para se transformarem em greve.

Agência Estado |

No início da tarde, ao menos 60 servidores da Secretaria Estadual de Saúde participaram de uma passeata para reivindicar melhores salários e condições salariais. Eles encerraram a marcha em estado de greve, mas por enquanto, não devem parar de trabalhar.

De acordo com a Polícia Militar, o grupo se reuniu por volta das 10 horas em frente à Secretaria de Estado da Saúde, na zona oeste da cidade, e caminhou até a Rua Bela Cintra, na Bela Vista, em frente ao prédio da Secretaria de Gestão Pública, onde o ato foi encerrado. Segundo o SindSaúde-SP, os trabalhadores também se manifestaram contra o congelamento e a ameaça de corte do adicional de insalubridade, além das terceirizações, que, segundo o SindSaúde-SP, têm piorado as condições de trabalho na rede pública e o atendimento ao usuário do SUS.

Professores

Hoje também, cerca de mil professores da rede de ensino estadual de São Paulo reunidos em assembleia aprovaram entrar em greve na próxima segunda-feira. Sem reajuste salarial desde 2005, a categoria reivindica reposição de 34,3%. Segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), durante as negociações não houve acordo com o governo, que não ofereceu nenhuma contraproposta.

Atualmente, um professor de 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental tem salário-base de R$ 785,50, na jornada de 24 horas semanais. Para o corpo docente que leciona de 5ª a 8ª série e no Ensino Médio, o salário-base é R$ 909,32. O último reajuste foi de 15%. A classe fará nova assembleia para avaliar a continuidade da greve na sexta-feira, 12.

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