SÃO PAULO - O secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata, afirmou que a morte da menina de 11 anos em Osasco, na Grande São Paulo, por gripe suína (rebatizada http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/04/30/oms+decide+mudar+nome+da+gripe+suina+5867916.html target=_topde gripe A H1N1), foi uma exceção. Ele acrescentou também que não há motivo para preocupação e que a secretaria está investigando todos os casos que possam estar relacionados à doença.

A criança foi o primeiro caso de morte por "gripe suína" no Estado de São Paulo. O pai dela, a mãe e o irmão de 7 anos também contraíram o vírus. Porém, apenas o pai permanece internado no Hospital Emílio Ribas, na capital, e deve receber alta nos próximos dias.

AE
Hospital em Osasco onde menina morreu

O Ministério da Saúde procura, agora, investigar como ocorreu a contaminação. Já se sabe que um amigo da menina, uma criança de 7 anos de idade, também foi diagnosticado com a gripe A.

Conforme o secretário de Saúde, os pais da menina relataram que não fizeram nenhuma viagem a lugares com registro da doença e nem tiveram contato com outros possíveis infectados.

O caso

A menina de 11 anos estudava na rede pública de ensino e era de uma família de classe média. Por uma questão de privacidade, Barradas não revelou o nome do hospital em que a menina morreu nem o nome da família. O secretário esclareceu que a criança morreu no dia 30 de junho e não foi imediatamente diagnosticada com o vírus da influenza A (H1N1).

Ela deu entrada em um hospital privado de Osasco no dia 28 de junho com dores abdominais, vômito e febre. A criança, então, foi medicada e encaminhada para casa. Seu quadro de saúde, contudo, piorou e ela foi levada novamente ao hospital no dia 30, onde morreu seis horas depois.

O secretário esclareceu que a criança não foi internada no primeiro atendimento porque não apresentava sintomas de gripe suína e que o hospital tomou os procedimentos corretos.

Os médicos, afirmou Barradas, suspeitavam de alguma patologia abdominal. "Quando ela teve o choque séptico se pensou na possibilidade de meningite. A hipótese de gripe (suína) começou a ser investigada depois de um irmão apresentar sintomas da doença, no dia 1.º de julho", portanto um dia após a morte da menina. Barradas reiterou que o diagnóstico só foi possível porque o irmão da vítima, uma criança de sete anos, foi levada pelos pais ao Emílio Ribas com suspeita da doença.

Confirmação

AE
Secretário durante entrevista
Secretário durante entrevista
A partir daí, foram realizados testes para saber se a menina havia sido contaminada, o que foi confirmado. Barradas considera o caso atípico: "É uma 'exceção excepcionalíssima'", afirmou.

O secretário esclareceu que exames mostraram que a criança morreu em virtude de uma septicemia provocada pela bactéria pneumococos, que provoca pneumonia. Contudo, ainda não é possível saber se a vítima desenvolveu pneumonia ou não.

Uma das hipóteses investigadas pelos médicos é a de que o quadro da paciente possa ter sido agravado por uma hantavirose contraída aos três anos de idade. Isso pode ter comprometido o sistema imunológico da criança.

Dados da Secretaria de Saúde atualizados hoje mostram que o Estado tem 457 casos confirmados da nova gripe. A região de Osasco, onde morreu a menina, tem 13 casos da doença. Barradas reiterou que, apesar do aumento do número de casos e das duas mortes registrados no País - a primeira foi no Rio Grande do Sul -, não há transmissão sustentada de gripe suína nem em São Paulo nem no Brasil.

1º caso no País

A primeira morte confirmada por "gripe suína" no País ocorreu no final de junho, no Rio Grande do Sul. Um caminhoneiro de Erechim, que havia voltado de uma viagem de sete dias à Argentina, começou a apresentar os sintomas da doença logo chegou ao País. Mesmo tendo sido assistido, ele não resistiu e morreu.

Segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira, 52 novos casos da gripe foram confirmados. Com isso, o Brasil registra 1027 casos da doença.

Até 8 de julho, eram acompanhados 2.973 casos suspeitos no País. Outros 1.538 casos haviam sido descartados.

Entenda:

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