Governo de Santa Catarina pede ações emergenciais para atender desempregados

BRASÍLIA - A secretária de Assistência Social, Trabalho e Habitação de Santa Catarina, Dalva Maria Luca Dias, entregou nesta quarta-feira (17) ao Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), em Brasília, um plano emergencial de atenção aos trabalhadores nas regiões afetadas pelas enchentes no Estado.

Agência Brasil |

Segundo ela, apenas a extensão do prazo do seguro-desemprego, de cinco para sete meses, não é suficiente para socorrer os desempregados. Entre as principais propostas  do plano estão a concessão de bolsa-emprego, por 12 meses, a 5 mil trabalhadores que estão desempregados por conta das chuvas e programas de  requalificação para que eles possam voltar ao trabalho nas atividades que vão surgir com a reconstrução das cidades.

De acordo com a secretária, os recursos liberados pelo governo federal, por meio de medida provisória, são específicos para infra-estrutura e defesa civil e não abrangem as necessidades específicas do trabalho.

A MP não contempla o mundo do trabalho e da assistência social. Muitas fábricas foram totalmente destruídas e não terão condições de se reerguer, com isso, milhares de trabalhadores ficarão sem emprego, argumentou a secretária. Ela afirmou que mais de 700 mil pessoas já requisitaram o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em todo o Estado.

Segundo Dalva Maria, cerca de 60 fábricas dos setores têxtil, aço e cerâmica no Vale do Itajaí, região mais atingida pelas chuvas, foram afetadas. No Porto de Itajaí, o maior do Estado, 60% das atividades estão desativadas, o que gera, segundo a secretária, um prejuízo diário de US$ 40 mil.

Precisamos de mecanismos para acelerar o atendimento [aos desempregados]. A tendência é que ocorra um agravamento da crise social e a litoralização, disse a secretária, referindo-se à possibilidade de que os desempregados do Vale do Itajaí deixem a região em direção a Florianópolis, em busca de oportunidades de trabalho. Não vai ter emprego para todo mundo [na capital]. Eles vão na ilusão que irão conseguir trabalho, mas não vão, acrescentou.

A secretária agradeceu a solidariedade das pessoas que têm enviado doações para o Estado e destacou que o problema não se trata apenas de enchentes. Ela destacou que as fortes chuvas afetaram toda a infra-estrutura das cidades mais atingidas. Não se tem mais de 100 quilômetros de estradas sem problemas, isso afeta toda a estrutura econômica e social do Estado.

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