Governo cria Centros Integrados para combater incêndios

Objetivo do Ministério do Meio Ambiente é evitar que o número de focos deste ano ultrapasse o resgistrado em 2007

Márcio Apolinário, especial para o iG |

Mais de R$ 28 milhões já foram destinados neste ano, pelo Governo Federal, ao combate a incêndios, que acumulam 37.788 casos em 2010. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) criou uma série de Centros Integrados que têm trabalhado em conjunto aos Estados para evitar que o número de focos deste ano ultrapasse o registrado em 2007 (189 mil), quando as queimadas atingiram o pico na série histórica.

Segundo o coordenador do Programa Nacional de Combate ao Fogo (Pronafogo), Waniu de Amorim, outros R$ 30 milhões também foram liberados pelo Governo Federal. “Com a criação desses Centros Integrados de combate ao fogo, o contingente de homens foi mais que dobrado, quando comparado a 2007, e os recursos precisaram ser, além de aplicados de uma forma mais inteligente, também serem aumentados”, explicou o coordenador.

Ainda de acordo com Amorim, o dinheiro está sendo destinado à contratação de novas aeronaves, que realizam o combate ao fogo em regiões de difícil acesso pelo chão – caso da Ilha do Bananal (TO), maior ilha fluvial do mundo e que registra um enorme número de focos de incêndios -, e também na manutenção do efetivo destinado às ações integradas.

Hoje, o número de homens designados, apenas por órgãos federais, para a missão contra o fogo é de 1.248. Além desses, os Estados com as maiores taxas de focos destinaram homens do Corpo de Bombeiros. Mato Grosso (região com maior indício de casos) destinou 800 homens, Pará separou 450, e o Tocantins tem um contingente de 350 brigadistas.

Os Centros Integrados também contam com a participação de 12 homens do exército, que trabalham na área de logística, e outros 250 estão em treinamento para entrarem em campo ainda este ano.

Os órgãos que fazem parte da ação, do MMA, têm como objetivo associar trabalhos de fiscalização, monitoramento e combate aos focos de incêndio, além de efetuarem autuações em caso de crimes ambientais.

“Nessa época de estiagem, qualquer tipo de queimada está proibida, então também temos como objetivo punir os infratores. A situação já está critica e tem gente queimando vegetação de forma clandestina, o que favorece na propagação desses focos de incêndio. Temos de unir forças para controlar a situação”, concluiu.

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