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Governo confirma 70 novos casos de gripe suína no Brasil

BRASÍLIA ¿ O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou nesta sexta-feira que 70 novos casos de infecção por ¿gripe suína¿ (rebatizada http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/04/30/oms+decide+mudar+nome+da+gripe+suina+5867916.html target=_topde gripe A H1N1 pela OMS) foram confirmados no País. Com os novos casos, o total acumulado de confirmados no Brasil chega a 522. Só nesta semana, desde domingo, foram registrados 342 novos casos. Antes desta data, 180 casos haviam sido confirmados no País. O ministério da Saúde decidiu alterar nesta sexta-feira o protocolo de tratamento de pacientes.

Carollina Andrade, repórter em Brasília |


Desse total, 43 casos foram confirmados em São Paulo, seis em Minas Gerais, cinco no Paraná, cinco no Distrito Federal, quatro no Rio de Janeiro, três em Santa Catarina, dois no Piauí, um no Espírito Santo, e um no Pará.

Apesar do aumento significativo do número de casos confirmados, o ministro alertou que a situação no País ainda deve ser de tranquilidade. "Este aumento no Brasil já era esperado. Há algumas semanas atrás eram confirmados quatro, cinco ou seis casos, mas nos últimos dias confirmamos 40, 50 novas casos. O Governo já estava preparado para essa nova situação, destacou o ministro.

De acordo com o último boletim divulgado nesta tarde pelo ministério da Saúde, para todos os casos estão sendo realizados busca ativa e monitoramento de todas as pessoas que estabeleceram contato próximo com esses pacientes. Do total de casos confirmados, dois pacientes do Rio Grande do Sul estão internados.

O Ministério da Saúde acompanha, ainda, 477 casos suspeitos no país. As amostras com secreções respiratórias dos pacientes estão em análise laboratorial. Além disso, até o momento, 782 casos foram descartados.

Agência Brasil
ministro da Saúde, José Gomes Temporão
José Gomes Temporão, Ministro da Saúde


Mudanças no protocolo de procedimentos

O ministério da Saúde decidiu alterar nesta sexta-feira o protocolo de tratamento de pacientes para a influenza A (H1N1). A medida foi tomada devido ao aumento de números de casos suspeitos nos últimos dias. "Decidimos ampliar os cuidados para reduzir o potencial de resistência do vírus ao tratamento e evitar que uma maior quantidade de pessoas tenham reações à medicação", disse o ministro em entrevista coletiva.

De acordo com ele, até ontem, todos os casos suspeitos notificados até 48 horas após os primeiros sintomas recebiam o medicamento fosfato de oseltamivir. Entretanto, o Governo decidiu que, a partir de agora, só receberão o medicamento as pessoas que apresentarem um agravamento do seu estado de saúde nas primeiras 48 horas desde a apresentação dos sintomas iniciais. "Esta é uma forma de os doentes não adquirirem resistência ao medicamento", completou Temporão.

Ele destacou, no entanto, que a utilização do oseltamivir não é o único meio eficaz para a cura da influenza A (H1N1). "A situação, portanto, não muda o compromisso do ministério de que todos terão asssistência adequada e acompanhamento durante o seu processo infeccioso. Todos serão atendidos e tratados", acrescentou.

Para evitar o surgimento dessa resistência, agora, esse procedimento será adotado apenas se houver o agravamento do estado do doente, no mesmo período, ou em caso de crianças com até dois anos, idosos, gestantes, pessoas com baixa resistência, diabéticos, cardiopatas e pacientes com doença pulmonar ou renal crônica.

A última medida refere-se ao processo de confirmação da doença, que passará a ser definido conforme o vínculo dentro de um mesmo ambiente. Ou seja, se o exame laboratorial der positivo para um aluno de uma creche, será considerado que todas as pessoas que convivem no mesmo espaço e que apresentam os sintomas da nova gripe estão infectadas. Segundo o ministério, nessas situações, é desnecessário fazer o exame de todos, porque a probabilidade de que tenham contraído o vírus é muito grande.

O ministério informou ainda que o Governo brasileiro possui um estoque estratégico e suficiente para o tratamento da doença. Para uso imediato, há cerca de 10 mil tratamentos, que estão sendo enviados aos estados de acordo com a necessidade. Além disso, o governo possui em estado bruto, nove milhões de tratamentos prontos para serem encapsulados caso seja necessário.

Perfil Epidemiológico dos casos no Brasil

De acordo com o ministério, até ontem, os casos confirmados somavam 448. Destes, 295 (65,8%) foram de pessoas que se infectaram no eterior e 117 (26,1%) de transmissão autóctone (ocorrida dentro do território nacional). Outros 36 casos ainda permanecem em investigação.

Os principais locais de provável infecção dos casos importados foram Argentina (180 casos), Estados Unidos (66) e Chile (20). Segundo informou o ministro da Saúde, todos os casos autóctones têm vínculo epidemiológico com pacientes procedentes do exterior.

Recomendação sobre a suspensão temporária de atividades

O ministro recomendou nesta tarde que os estabelecimentos que desejarem suspender suas atividades devem procurar a vigilância de saúde local. De acordo com ele, caso seja identificado a ocorrência de casos suspeitos da gripe em estabelecimentos de ensino, creches, ambientes de trabalho (empresas, indústrias), asilos, quartéis, ambientes prisionais com vínculo epidemiológico, pode-se adotar a suspensão temporária de atividades. No entanto, Temporão destacou que devem-se considerar: as características do surto (número de pessoas afetadas, características dos ambientes), o sigilo da identidade dos casos confirmados e evitar condutas discriminatórias.

"Essa nossa recomendação é para que se evite o fechamento muitas vezes desnecessário desses locais, o que pode aumentar a sensação de intranquilidade", completou.

O ministério reiterou ainda que qualquer medida de restrição de circulação de pessoas nesses locais fechados deve ser tomada após consulta às autoridades sanitárias locais.

Recomendações para os viajantes

Segundo o ministério, diante da atual situação epidemiológica e considerando o período de férias escolares; o início do inverno no Hemisfério Sul; o aumento do fluxo de viajantes para os países com transmissão sustentada (Estados Unidos, México, Canadá, Chile, Argentina e Austrália); e o aumento de casos importados no Brasil, é recomendável que: Crianças menores de dois anos, idosos (acima de 60 anos), gestantes, pessoas imunodepressão, diabéticos, cardioapatas, pneumopatas e renais crônicos adiem viagens para estes países, caso seja possível, tendo em vista que estas pessoas apresentam maior risco de desenvolver as formas graves da doença.

O ministério ressaltou, no entanto, que não há proibição nem restrição de trânsito de pessoas entre o Brasil e esses países. A recomendação é uma medida adicional de prevenção.

No mundo

De acordo com informações dos governos e da Organização Mundial de Saúde (OMS), até o momento, 115 países têm casos confirmados e divulgados da doença. Segundo Temporão,  há a confirmação de 66,7 mil casos e 306 mortes.

O maior número de notificações está nos Estados Unidos (27,7 mil casos e 127 mortes), seguido do México (8,6 mil casos e 116 mortes) e Canadá (6,7 mil casos e 19 mortes). O Chile tem cinco mil casos confirmados e sete mortes e a Argentina possui 1,5 mil casos e 24 mortes.

Do total de países, 35 têm casos autóctones: Europa (Áustria, Bélgica, Dinamarca, Estônia, França, Alemanha, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Holanda, Noruega, Polônia, Portugal, Romênia, Eslováquia, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido); Américas (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Estados Unidos, Guatemala, México, Panamá, Peru e Uruguai); Ásia (Japão); África (Egito) e Oceania (Austrália).

(com informações do "Estado de S. Paulo")

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