BRASÍLIA - O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), tentará nesta terça-feira reaver a relatoria da CPI das Ongs, que no momento está sob a tutela de Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB. De acordo com Jucá, enquanto a relatoria não for devolvida ao governo, os senadores da base aliada não irão comparecer à CPI da Petrobras, o que impede a sua instalação.

Virgílio foi nomeado relator da CPI das OnGs pelo presidente da comissão, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), após Inácio Arruda (PCdoB-CE), antigo relator, ter sido afastado da função para assumir uma vaga titular na CPI da Petrobras.  Arruda chegou a ser indicado novamente para compor a CPI das Ongs, porém, o nome de Virgílio já havia sido homologada pela Mesa Diretora do Senado.

A estratégia da oposição é usar a CPI das OnGs para tentar aprovar requerimentos de investigação e o envio de documentos de contratos da Petrobras com organizações não-governamentais. A base aliada promete não comparecer às reuniões da CPI das Ongs, caso não tenha a relatoria reavida.

Eles acham que têm direito a recuperar a relatoria da CPI das Ongs, e acham que podem ter as duas cadeiras estratégicas aqui [na CPI da Petrobras]. Eles querem colocar zagueiros em uma e zagueiros na outra, e não investigar nem uma nem outra, criticou o senador Arthur Virgílio. 

Em resposta ao adiamento da instalação da CPI da Petrobras, a oposição irá obstruir as votações no plenário do Senado, onde a diferença de votos entre governo e oposição é mais frágil. Se depender da gente, o Senado não vota nada, disse Virgílio.


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