Rio de Janeiro, 25 jun (EFE).- O Governo brasileiro comemorou hoje a decisão da Justiça de Mônaco de abrir caminho para a extradição do banqueiro Salvatore Cacciola, acusado de corrupção.

Segundo o Ministério da Justiça, a Corte de Apelações do Principado de Mônaco aceitou de fato a solicitação de extradição apresentada pelo Brasil formalmente em novembro de 2007.

O último recurso interposto pelos advogados do banqueiro perante a Corte de Apelações foi rejeitado hoje.

"Com isso foram esgotadas as opções de recursos no âmbito do Principado, faltando apenas a decisão soberana do Executivo, representado pelo príncipe Albert", afirmou o Ministério em comunicado oficial.

"A expectativa é que a definição sobre o processo de extradição saia em julho", acrescentou o escritório.

A decisão de Mônaco "é outro duro golpe contra a impunidade e um sinal de que a justiça está ao alcance de todos", acrescentou na nota o secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, que destacou também o "trabalho de cooperação jurídica" do Governo brasileiro com as demais nações.

Salvatore Cacciola, que estava escondido na Itália, seu país de nascimento, foi condenado pela Justiça brasileira à revelia em 2005 a 13 anos de prisão por peculato e fraudes financeiras.

Cacciola foi finalmente detido preventivamente pela Interpol no dia 15 de setembro, em um luxuoso hotel de Mônaco.

Apesar de esperar uma pronta extradição, o Ministério advertiu nesta quarta-feira que os advogados do banqueiro planejam recorrer à Corte de Direitos Humanos da Europa contra a decisão de Mônaco, o que seria um "procedimento inédito".

Cacciola era proprietário dos bancos Marka e FonteCidam, que em 1999 receberam auxílios de R$ 1,6 bilhão do Banco Central, concedidos para tentar conter uma crise generalizada no sistema financeiro brasileiro. EFE ol/bm/rr

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