Governo aprovará reajustes salariais somente após fim de greve da Polícia Civil

SÃO PAULO - O governo do Estado de São Paulo apresentou nesta quinta-feira um conjunto de medidas que representa um investimento de mais R$ 500 milhões ao ano na polícia paulista. Há a previsão de um aumento de até 38% para os delegados, e a implantação de uma nova política que tornará as carreiras mais modernas. Entretanto, esse pacote de medidas não será enviado à Assembléia Legislativa enquanto durar a paralisação dos policias civis, que teve início na terça-feira.

Redação |

Acordo Ortográfico Segundo nota da Secretaria de Gestão Pública, a valorização salarial e a reestruturação das polícias civil e científica beneficiarão cerca de 45 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas.

Em relação aos delegados, o maior percentual de aumento será para os que trabalham em cidades com menos de 200 mil habitantes: 38% que elevará o salário dos atuais R$ 3.708,18 para R$ 5.117,40, valor que passa a ser o piso inicial da carreira do delegado paulista.

Quanto aos investigadores, o reajuste chega a 28%, dos atuais R$ 1.752,82 para R$ 2.250,23. Os médicos legistas e os peritos criminais serão ainda equiparados à carreira de delegado (o benefício contempla também os profissionais inativos) e terão aumento no piso salarial de até 47,31%.

As carreiras (como a de carcereiro, delegado, etc.) são divididas atualmente em 5 classes, e o profissional pode ser promovido. A proposta do Governo prevê a extinção da chamada 5ª classe, que será incorporada à 4ª classe, que conterá o novo piso salarial. Repetida nas classes superiores, essa medida resultará na promoção de cerca de 1.000 dos 3.500 delegados.

O projeto implementa a criação de novas carreiras (das atuais 14 para 7) e a fusão de outras. Haverá também a fixação de um aumento automático de 10% entre as classes, o que estimula a ascensão dos profissionais e torna as carreiras policiais mais estruturadas.

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