BRASÍLIA - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou nesta quinta-feira a produção e distribuição de 400 máquinas de preservativos para escolas que fazem parte do programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE).

Segundo o Ministério da Saúde, o custo unitário da produção é de R$ 400 - em média, 40% mais baixo que o valor de uma máquina no mercado internacional.

O anúncio foi feito durante o 7º Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids, realizado em Florianópolis (SC). Temporão anunciou também que os Estados, cujas escolas receberão as primeiras unidades para a fase de testes, serão conhecidos até o fim do ano.

Pesquisa de avaliação do programa SPE realizada em 2006 mostrou ainda que 90% dos estudantes, 63% dos pais e 58% dos professores aprovam a disponibilidade de preservativos nas escolas.

A ação visa responder à inversão de números de infectados revelada em levantamentos do Ministério da Saúde. Os dados mostram que, na população em geral, para cada grupo de 16 homens com aids, há 10 mulheres com a doença. Porém, entre os jovens de 13 a 19 anos, ocorre o inverso: são 16 meninas com aids para cada 10 meninos com a doença.

"Temos que trabalhar com essa garotada, discutindo com adolescentes e jovens a questão do acesso aos direitos sexuais e reprodutivos e a prevenção às doenças sexualmente transmissíveis", disse Temporão. 

Apesar de pontuar que o programa brasileiro de combate e prevenção à aids é uma referência mundial, Temporão reconheceu a necessidade de mais ações nesta área, como a garantia de acesso à informações sobre a doença e a ampliação no acesso a medicamentos. "Vamos investir R$ 1 bilhão em medicamentos neste ano, um valor significativo. O custo dos medicamentos é alto e estamos permanentemente trabalhando para a redução e para ampliar a nossa capacidade de produção", relatou.

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