Governo ameaça retomar proposta inicial para aposentados

BRASÍLIA (Reuters) - Com a ausência de um acordo no Congresso sobre o valor do reajuste dos aposentados e pensionistas que ganham mais de um salário mínimo, o governo retoma sua proposta inicial de elevar os benefícios em 6,14 por cento, afirmou na sexta-feira o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais). O Executivo editou medida provisória reajustando os benefícios em 6,14 por cento em dezembro do ano passado. No entanto, parlamentares tentam elevar o aumento para 7 por cento ou 7,7 por cento. Padilha já afirmou que o governo concordaria com uma alta de 7 por cento, mas não houve um entendimento.

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"O governo mantém os 6,14 por cento. Como não existe acordo, voltamos para a nossa proposta inicial", disse Padilha a jornalistas após participar de reunião sobre o tema com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e representantes do Ministério da Previdência, Casa Civil e da equipe econômica.

"Vamos continuar conversando, mas o Congresso sabe quais são os nossos limites. A proposta que o governo se compromete é de 6,14 por cento. Por isso, nós vamos reafirmar essa proposta."

O ministro voltou a sinalizar que o presidente pode vetar um reajuste que seja superior à capacidade de pagamento da Previdência: "Quem tudo quer, nada tem."

O reajuste de 6,14 por cento custa 6,7 bilhões de reais à União. Um aumento de 7 por cento teria um impacto adicional de 1,1 bilhão de reais, enquanto um aumento de 7,7 por cento geraria mais 600 milhões de reais em despesas para o governo além desse 1,1 bilhão de reais. Os dados são do próprio governo.

(Texto de Fernando Exman)

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