Governo agirá para evitar desaceleração forte no Brasil--Lula

Por Renato Andrade e Elzio Barreto SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado que o governo fará tudo o que for necessário para evitar que a crise financeira global gere uma desaceleração acentuada da economia brasileira.

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"O governo não permitirá que nosso crescimento seja comprometido", disse Lula durante seu discurso de abertura da reunião do G20 na capital paulista, reafirmando que o país deverá encerrar o ano com um crescimento de 5 por cento.

O presidente evitou, entretanto, fazer projeções sobre o comportamento da economia em 2009.

Ao mesmo tempo em que reconheceu que "nenhum país está a salvo" da crise financeira, Lula destacou a solidez dos fundamentos econômicos brasileiros, como contas públicas equilibradas, inflação sob controle e reservas internacionais na casa dos 200 bilhões de dólares, o que permitem ao Brasil enfrentar a situação de forma mais adequada.

"Este cenário positivo nos permite navegar pela crise com responsabilidade e confiança. Mas estamos atentos. Não estamos paralisados", acrescentou.

EVITANDO O PIOR

Falando para um platéia de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais de países como Estados Unidos, China, entre outros, Lula destacou o trabalho que vem sendo feito pelo Ministério da Fazenda e pelo Banco Central para minimizar os efeitos da crise sobre a economia doméstica.

"O Ministério da Fazenda e o Banco Central do Brasil estão tomando as medidas necessárias para aumentar o financiamento interno e facilitar o crédito ao comércio exterior", disse Lula.

"Estamos assegurando que nosso sistema bancário continue a apresentar níveis adequados de liquidez", acrescentou.

Desde meados de setembro, Fazenda e BC adotaram diversas medidas para tentar recuperar o fluxo de dinheiro no mercado de crédito brasileiro e ações preventivas para evitar possíveis problemas entre as instituições financeiras.

Entre as medidas adotadas, o BC liberou recursos dos recolhimentos compulsórios dos bancos para serem utilizados na compra de carteiras de crédito de instituições de menor porte e editou uma medida provisória dando autorização ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal para que possam adquirir participação acionária em outras instituições financeiras privadas.

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