Para evitar mais polêmica em plenário e não atrasar as votações de fim de ano, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), concordou em retirar a urgência do projeto de lei que cria o Vale Cultura. Sem urgência constitucional, o texto deixa de trancar a pauta do plenário e poderá ser analisado só no próximo ano.

A oposição era contra a aprovação do projeto ainda este ano, porque, segundo senadores do PSDB, o vale poderia ser usado eleitoralmente para os trabalhadores de baixa renda assistirem ao filme sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, "Lula o Filho do Brasil", que estreia no próximo dia 1º. "Como não há acordo, o governo retira a urgência constitucional para que volte em fevereiro, combinado com os líderes", anunciou Jucá em plenário.

De autoria do ministério da Cultura, o Vale Cultura é um benefício no valor de R$ 50, semelhante ao Vale Refeição, mas para ser gasto com livros, ingressos de shows, cinema e teatro, por exemplo, que será destinado a trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos. Estima-se que a iniciativa injetará R$ 7,2 bilhões por ano no mercado cultural do País. O projeto foi aprovado em outubro pela Câmara dos deputados e depende do aval do Senado antes de ser levado à sanção presidencial.

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