Governo usará dados do Bolsa Família em novos programas sociais

Cadastro de famílias do MDS será usado em projetos como Brasil sem Miséria e Rede Cegonha, que também dará benefício pelo cartão

Naiara Leão e Danilo Fariello, iG Brasília | 21/05/2011 06:40

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O governo quer usar o cadastro do Bolsa Família como base de dados para os demais programas sociais que ganham força neste início de governo de Dilma Rousseff. A ideia é usar o Cadastro Único para encontrar, por exemplo, gestantes que precisem de atendimento pela Rede Cegonha ou adolescentes com necessidade de ensino técnico pelo Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec).

"O cadastro é um grande mapa da pobreza”, diz a diretora do cadastro no Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Letícia Bartholo. Segundo ela, pelo CadÚnico é possível identificar quais os grupos vulneráveis que precisam novos programas específicos voltados para eles.

O CadÚnico inclui dados de moradia, saúde, trabalho, renda e escolaridade de mais de 20 milhões de famílias. Atualmente, além do Bolsa Família, os dados do cadastro já orientam alguns projetos, como o Minha Casa, Minha Vida e a Tarifa Social de Energia Elétrica. Mais recentemente, o CadÚnico também foi base para se encontrar e delimitar os 16,2 milhões de beneficiários do Brasil sem Miséria.

Mas agora, é provável que o cadastro passe a orientar a implantação de novos programas e a gestão de outros que já existem. Há ainda planos para usar os dados do cadastro para melhor implementar programas que já existem, como o Mais Saúde, o Brasil Sorridente, Brasil Alfabetizado e o Saúde na Escola.

Cartão com mais benefícios

Outra estratégia do governo para implementar melhor as ações sociais é usar o cartão do Bolsa Família para pagar outros tipos de benefícios. Um deles, para gestantes. As futuras mães do Rede Cegonha, por exemplo, em breve poderiam sacar o benefício do programa com o mesmo cartão com que fazem o saque do Bolsa Família. Essa é uma das ideias.

“Os dados do cadastro podem servir para selecionar o beneficiário, acompanhar sua condição de vida e ver se deve continuar recebendo os benefícios”, diz Letícia Bartholo.

Cadastro no celular e no tablet

Para ampliar o uso do CadÚnico, o MDS planeja também ações tecnológicas ainda para este ano. Técnicos do ministério trabalham no desenvolvimento de um aplicativo que permita o acesso rápido e com visualização adequada ao CadÚnico por meio de dispositivos móveis, como celulares e iPads. O dado seria útil principalmente por prefeituras, porque somente usuários cadastrados pelo MDS ou indicados por governos estaduais e municipais têm acesso ao sistema.Essa ferramenta deve estar disponível já no segundo semestre. 

No plano Brasil sem Miséria, a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, já declarou ter intenção de que governos locais usem os dados do cadastro para desenvolver novas ações para complementar o esforço federal. Na verdade, diversas prefeituras já usam as informações para identificar necessidades e aumentar a eficiência de seus projetos.

Com o novo programa, ao selecionar dados específicos sobre sua cidade, o gestor municipal conseguirá gerar relatórios sobre áreas de seu interesse, como saúde, educação ou trabalho infantil. O plano é que as prefeituras consigam encontrar no CadÚnico os dados que lhe interessam em particular.

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