Governistas somem da CPI das ONGs e requerimentos não são votados

BRASÍLIA - A base aliada do governo no Senado impediu, mais uma vez, na CPI das ONGs, a aprovação de requerimentos importantes para o aprofundamento das investigações de irregularidades em fundações ligadas à Universidade de Brasília (UnB).

Regina Bandeira - Último Segundo/Santafé Idéias |

A reunião marcada para a manhã desta terça-feira foi suspensa por falta de quórum mínimo. Apenas dois parlamentares oposicionistas estavam presentes. Segundo o presidente da comissão, senador Raimundo Colombo (DEM-SC), a falta de quórum é uma manobra da base aliada para impedir a convocação de envolvidos para depor na CPI.

Dos 11 parlamentares, a CPI conta com oito senadores da base aliada ao governo e três oposicionistas.

Em compensação, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), pediu uma reunião para esta tarde como o presidente Raimundo Colombo para analisarem os 50 requerimentos que estão à espera de votação.

Para Colombo, o encontro pode significar um avanço caso os membros da comissão cheguem a um acordo que permita o avanço das investigações. Sem isso, o presidente teme não conseguir aprovar ações mais efetivas. Devemos propor uma forma de ação nessa reunião, construir um entendimento. Eles são maioria e podem seguir impedindo o trabalho, disse Colombo.

O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) criticou a falta de quórum. "Não podemos mais conviver com esse desperdício sem controle de dinheiro público. A sociedade cobrará isso de nós", disse.

O horário e o local da reunião ainda não estão definidos. 

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