O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), e o prefeito de Teresina, Sílvio Mendes (PSDB), visitaram hoje os pontos críticos da capital do Estado alagadas por conta das cheias. Várias áreas que não eram consideradas de risco estão submersas.

Porém, ainda não foi concluído um relatório de danos. Ontem, Wellington Dias decretou estado de calamidade pública, seguido pelo prefeito de Teresina. Além disso, ao menos 15 municípios do Estado já anunciaram o estado de emergência.

Os prefeitos dos municípios de Barras e de Esperantina, a 119 e 174 quilômetros, respectivamente, ao norte de Teresina, informaram que juntos tem quase 700 desabrigados e este número deve aumentar consideravelmente a partir do fim de semana, porque é quando chegam as águas que foram liberadas da barragem de Boa Esperança. No município próximo de Miguel Alves há mais de 170 famílias desabrigadas.

Em Teresina, o prefeito Sílvio Mendes disse que são mais de 1,3 mil famílias atingidas. Ele hoje fez uma vistoria a bordo de um barco pelos rios Poti e Parnaíba que banham a capital do Piauí. Em algumas regiões foram instaladas bombas para tentar esvaziar lagoas que se formaram com a inundação e que estão desabrigando famílias tanto na zona norte quanto na zona sul de Teresina.

Dique

O Ministério da Integração Nacional liberou R$ 10 milhões para fazer um novo dique no rio Poti. Em 2007, uma obra do tipo foi feita para conter as enchentes na zona norte da capital piauiense, mas agora vai ser preciso fazer outro.

O governador se reuniu novamente com o Secretaria Estadual de Defesa Civil, o gerente regional da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), que controla a vazão da Barragem de Boa Esperança, o prefeito de Teresina e a Defesa Civil municipal para acelerar o plano de contingência para atender com a maior presteza as famílias atingidas pelas enchentes. A Defesa Civil Estadual encaminhou cestas de alimentos, colchões, cobertores e filtros para as cidades atingidas.

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